Dados recentes de monitoramento de frotas globais indicam que as baterias de carros elétricos estão se mostrando mais duráveis do que se imagina.
Em média, um elétrico perde apenas 7% da sua autonomia após três anos de uso. É como se um BYD Dolphin 2023, que saiu da loja com 291 km de autonomia PBEV, mantivesse hoje a capacidade de rodar 270,6 km com uma carga completa.
Estudos conduzidos pela Geotab, empresa especializada em telemetria, mostram que a perda média de capacidade das baterias de íons de lítio é de apenas 2,3% ao ano. Outro levantamento, da consultoria Recurrent, aponta uma redução ainda menor, na casa dos 1,8% a cada 12 meses.
Como a indústria automotiva considera que um pacote de baterias encerra sua vida útil veicular ao atingir entre 70% e 80% da capacidade original, esses índices projetam uma longevidade entre 10 a 15 anos.
Existe também a expectativa de que o aumento de carros elétricos nas ruas desenvolva um mercado de baterias de reposição. Tanto a oferta de baterias novas (e, eventualmente, mais modernas) compatíveis com carros elétricos mais antigos, quanto o comércio de baterias usadas para segunda vida.