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Longa Duração: Toyota Prius é baixo demais, e quem sofre é o assoalho

A gente já sabia que o híbrido tinha a dianteira excessivamente baixa. Agora, descobrimos o quanto a parte de baixo é frágil

Por Péricles Malheiros 22 mar 2019, 07h00 | Atualizado em 2 jul 2026, 12h49
Prius: fragilidade excessiva dos defletores de ar inferiores (Christian Castanho/Quatro Rodas)
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Longa Prius
Prius: fragilidade excessiva dos defletores de ar inferiores (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Assim que estreou em nossa frota, em fevereiro de 2018, notamos que a dianteira do Toyota Prius era muito baixa.

Desde então, valetas, lombadas e rampas de garagem viraram sinônimos de atenção redobrada. Mesmo assim, o passar do tempo (e dos obstáculos) imprimiu algumas marcas em nosso híbrido.

Desenvolvido para proporcionar baixo consumo, o Prius é um projeto com especial cuidado na aerodinâmica – inclusive em partes que não estão ao alcance dos olhos.

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É o caso do assoalho, todo fechado com placas plásticas que funcionam como defletores de ar. E foram exatamente elas que nos deram prejuízo no último mês. Muito finas e delicadas, elas se rompem com as inevitáveis raspadas do Prius.

Depois de passar por uma valeta, uma dessas placas se soltou parcialmente. Reparamos o dano na concessionária Sorana, a um custo de salgados R$ 1.550.

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“As peças atingidas foram as que ficam mais na dianteira. Troquei também a capa interna dos para-lamas, pois os defletores são presos a ela”, disse o consultor.

Menos de uma semana depois, ao atravessar uma lombada, o defletor esquerdo foi atingido.

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“Estava numa estrada recém-recapeada, ainda sem as pinturas de sinalização de solo, e não vi a lombada. Logo após passar por ela, notei que o defletor havia sido deslocado, pois estava arrastando no asfalto”, conta o repórter Gabriel Aguiar.

Diante de tamanha coincidência, nós iniciamos nossas investigações.

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Primeiramente, ouvimos de cinco autorizadas paulistanas basicamente a mesma resposta: “O Prius é baixo demais e as placas são muito frágeis”.

Também encontramos relatos na internet, tanto em sites de reclamação como em fóruns de donos de Prius nos EUA.

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Por coincidência, quando nosso Prius foi danificado pela segunda vez, havia outro na redação, cedido pela própria Toyota para um teste.

E adivinhe: o mesmo defletor atingido em nosso carro praticamente não estava mais no Prius da Toyota – algumas abraçadeiras plásticas mantinham no lugar, de maneira improvisada, alguns pedaços dos defletores destruídos.

Consultada sobre a recorrência de casos como o nosso, a Toyota preferiu, num primeiro momento, dar uma resposta evasiva, dizendo apenas que as placas inferiores do Prius têm a função de diminuir a resistência do carro ao ar e que ele é montado sobre a plataforma TNGA.

Como disseram apenas o que já é sabido e óbvio, insistimos e, num segundo momento, a marca informou que:

“A Toyota do Brasil reforçará junto à sua rede de concessionárias (consultores de vendas, consultores de serviços e os profissionais que realizam a entrega do carro ao cliente) a importância do cuidado extra ao passar por lombadas, valetas e rampas, destacando as razões de o carro ser mais baixo para priorizar a eficiência.”

Toyota Prius – 48.660 km

Consumo

  • No mês: 18,1 km/l com 37,7% de rodagem na cidade
  • Desde fev/18: 17 km/l com 29,9% de rodagem na cidade
  • Combustível: gasolina, elétrico

Ficha técnica

  • Versão: 1.8 16V híbrido
  • Motor: 4 cilindros, dianteira, transversal, 1.798 cm3, 16V, 98 cv a 5.200 rpm, 14,5 mkgf a 3.600 rpm/ elétr., 72 cv, 16,6 mkgf/potência combinada, 123 cv
  • Câmbio: automático, CVT
  • Seguro (perfil QUATRO RODAS): R$ 3.627
  • Revisões (até 60.000 Km): R$ 3.702
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