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Nova Toyota Hilux 2028 já roda no Brasil e terá versões elétrica e híbrida

Picape média começará a ser produzida na Argentina no final de 2026, chegando às lojas no primeiro trimestre do ano que vem

Por Nicolas Tavares 17 jul 2026, 19h04 | Atualizado em 23 jul 2026, 15h54
Picape Toyota Hilux branca camuflada com adesivos pretos e brancos, circulando em uma estrada com vegetação ao fundo. A frente do veículo está parcialmente visível, com a grade e o capô cobertos pela camuflagem. A placa de teste EXPL351 está visível na parte inferior do para-choque.
 (Guru dos Carros/Reprodução)
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A nova Toyota Hilux 2028 já circula em testes no Brasil com carroceria definitiva. Um protótipo camuflado da picape foi flagrado no interior de São Paulo, conforme imagens publicadas pelo site Guru dos Carros, comprovando que o desenvolvimento regional está em ritmo avançado. O lançamento comercial do modelo fabricado na Argentina, porém, ocorrerá apenas no início de 2027.

O atraso em relação aos mercados asiáticos se justifica pela necessidade de adequação na fábrica de Zárate. A linha de montagem receberá novos ferramentais e matrizes de estamparia nos próximos meses – a Toyota está se preparando para anunciar o investimento no complexo. Segundo a imprensa argentina, a produção será iniciada no final deste ano, empurrando o início das vendas para o ano que vem.

Toyota Hilux 2027

O cronograma de lançamento será escalonado. As primeiras unidades chegarão às concessionárias com o mesmo motor 2.8 turbodiesel usado atualmente, sem assistência elétrica. No segundo trimestre de 2027, a Toyota iniciará a produção da Hilux com o sistema híbrido leve (MHEV) de 48V acoplado ao propulsor a combustão.

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A tecnologia vai reduzir levemente o consumo e as emissões de poluentes, mantendo a capacidade de carga de 1.000 kg e o reboque de 3.500 kg. A potência de 204 cv e o torque de 50,9 kgfm devem ser mantidos, embora o mercado aguarde se a calibração de 224 cv e 55 kgfm retornará em uma nova versão GR-Sport.

Embora mantenha a plataforma atual, o chassi recebeu pontos de solda extras para aumentar a rigidez estrutural. A engenharia instalou novos coxins hidráulicos para o motor e a cabine, reduzindo a aspereza. A suspensão foi recalibrada com duas abordagens diferentes: as versões de entrada priorizam o trabalho pesado, enquanto os catálogos mais caros ganharam ajuste focado no conforto com a caçamba vazia.

Toyota Hilux elétrica 2026
(Divulgação/Toyota)
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Mudança visual e interior conectado

A fabricante trata o modelo como uma nova geração, mas na prática o utilitário passa por uma reestilização profunda que preserva a estrutura lateral da cabine. A dianteira foi totalmente redesenhada com inspiração no visual global da marca, recebendo grade, faróis e para-choques inéditos.

Por dentro, a picape abandona parte do aspecto rústico em favor da conectividade. A central multimídia ganha tela de 12,3″ com processador veloz e espelhamento sem fio de série em todas as versões. O quadro de instrumentos passa a adotar tela de 7″ nas opções de acesso e um visor 100% digital de 12,3″ nas configurações de topo.

A ergonomia ganha pontos com bancos redesenhados e a manutenção dos comandos físicos giratórios para o ar-condicionado. Outra mudança altera a dinâmica urbana do modelo, que passa a adotar caixa de direção com assistência elétrica nas versões mais caras, enquanto os modelos de trabalho mantêm o sistema hidráulico.

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O pacote de segurança passa a oferecer alerta de ponto cego, tráfego cruzado traseiro e o novo airbag central dianteiro, que evita o choque de cabeça entre motorista e passageiro em impactos laterais severos.

Toyota Hilux
(Divulgação/Toyota)
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Versão elétrica e o futuro do SW4

A estratégia multienergia da marca inclui uma variante 100% elétrica confirmada para a planta argentina. A configuração adota uma bateria de 59,2 kWh e promete 240 km de autonomia, focando estritamente em operações comerciais curtas, com capacidade de reboque limitada a 1.600 kg.

Essa opção elétrica combina um motor dianteiro de 112 cv e 20,9 kgfm a um motor traseiro de 176 cv e 27,4 kgfm, gerando a potência combinada de 196 cv, números inferiores ao do propulsor a diesel. O início da produção dessa variante ocorrerá no último trimestre de 2027, desembarcando no mercado brasileiro apenas em 2028.

O utilitário esportivo SW4, por sua vez, tem futuro garantido na região. A produção do SUV em Zárate, equipado com as mesmas atualizações tecnológicas e visuais da picape, está programada para começar entre os meses de março e abril de 2027.

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