🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Vendas da BYD caem e marca perde liderança na China para a SAIC

Fabricante sofre com restrições a descontos, vê ações despencarem e começa a perder espaço para a concorrência

Por Nicolas Tavares 17 nov 2025, 15h06 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h22
Concessionária BYD
 (Divulgação/BYD)
Continua após publicidade
Vendas da BYD caem e marca perde liderança na China para a SAIC Priorizar nos meus resultados Google

A BYD enfrenta um momento turbulento no mercado asiático. Após um período de crescimento agressivo, a gigante chinesa registrou sua segunda queda consecutiva nas vendas globais, o que resultou na perda da liderança de mercado na China para a estatal SAIC Motor Corp.

Em outubro, a fabricante sediada em Shenzhen contabilizou 441.706 veículos vendidos, um recuo de 12% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O volume foi insuficiente para manter a coroa, já que a rival SAIC emplacou 453.978 unidades no mesmo mês, assumindo o topo do ranking.

A reação do mercado financeiro foi imediata. As ações da BYD caíram 1,9% nas negociações em Hong Kong, atingindo o valor de HK$ 98,70 — o patamar mais baixo desde 5 de fevereiro. Desde o pico atingido no final de maio, os papéis da empresa já desvalorizaram cerca de 36%.

A queda foi impulsionada também pelo resultado financeiro do último trimestre. O lucro da empresa caiu 32,6% para 7,8 bilhões de yuans e a receita recuou 3,1% para 195 bilhões de yuans, interrompendo uma sequência de cinco anos de crescimento de faturamento.

Continua após a publicidade
BYD Dolphin Mini 2026
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Impacto nos lucros e estratégia de preços

Além do volume de vendas, a rentabilidade da BYD também está sob pressão. A empresa reportou sua segunda queda trimestral consecutiva nos lucros. Analistas apontam que um dos principais fatores para esse cenário foi a intervenção de reguladores chineses no início deste ano.

Continua após a publicidade

As autoridades locais reprimiram a prática de descontos excessivos, uma ferramenta que vinha sendo crucial no “playbook” da BYD para ganhar participação de mercado e sufocar concorrentes. Sem a alavanca dos preços agressivos, a marca viu seu crescimento desacelerar.

Fábrica da BYD em Zhengzhou
Fábrica da BYD em Zhengzhou (Divulgação/BYD)
Continua após a publicidade

A corrida pela meta anual

Apesar do revés, outubro foi o melhor mês de vendas da BYD em 2025. No entanto, a matemática para atingir os objetivos anuais tornou-se desafiadora. Segundo análises da Morgan Stanley, a BYD precisa superar o desempenho de outubro nos meses de novembro e dezembro para alcançar a meta estipulada.

O objetivo anual da montadora é de 4,6 milhões de unidades entregues. No acumulado do ano, a BYD soma 3,7 milhões de veículos vendidos. Para fechar a conta, será necessário manter uma média de 450.000 emplacamentos por mês até o fim de 2024.

A Bloomberg Intelligence projeta que, embora as entregas do quarto trimestre possam cair entre 5% e 10%, a meta anual revisada ainda é alcançável se a fabricante mantiver o ritmo atual de operação.

Continua após a publicidade
Geely
Será lançado em novembro, com preços entre R$ 130.000 e R$ 150.000 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Cenário competitivo acirrado

O vácuo deixado pela líder está sendo ocupado rapidamente. A Geely foi a fabricante que mais cresceu no top 5, com um salto impressionante de 35,5%, totalizando 307.000 carros vendidos. A estratégia de eletrificação da dona da Volvo está funcionando: as vendas de elétricos e híbridos plug-in subiram 64% (177.882 unidades), representando quase 60% do volume da marca.

Continua após a publicidade

Este crescimento aconteceu principalmente por causa do lançamento do EX2 (conhecido por lá como Xingyuan). O hatch elétrico é, atualmente, o carro mais vendido da China, somando 387.590 unidades emplacadas desde janeiro, mesmo que tenha sido ultrapassado no resultado mensal de outubro pelo Wuling Hongguang Mini EV. O compacto foi lançado no Brasil há algumas semanas.

Changan UNI-T
(Changan/Divulgação)

Outro destaque é a Changan, que está para chegar ao Brasil em parceria com a Caoa. A estatal vendeu 182.000 veículos (+7,9%), impulsionada por sua divisão de elétricos e híbridos, que já responde por mais da metade dos emplacamentos. A estratégia da marca baseia-se em três submarcas com focos distintos:

  • Deepal (focada em design e tecnologia): 36.792 unidades;

  • Qiyuan (generalista): 36.378 unidades;

  • Avatr (luxo e tecnologia Huawei): 13.506 unidades.

A Chery também mostrou força, garantindo a vice-liderança entre as marcas domésticas (atrás apenas da BYD) com 272.000 carros vendidos e alta de 9,3%.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com uma árvore estilizada em verde-limão ao lado
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Quatro Rodas impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).