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Toyota quer eletrificar a Hilux usando tecnologia a hidrogênio do Mirai

Com o financiamento do governo britânico, Toyota cria consórcio para migrar a tecnologia de célula de hidrogênio

Por João Vitor Ferreira 2 dez 2022, 21h56 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h16
Toyota Hilux Hidrogenio
 (Divulgação/Toyota)
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Toyota quer eletrificar a Hilux usando tecnologia a hidrogênio do Mirai Priorizar nos meus resultados Google

2050 é a provável data em que não teremos mais carros a combustão, e as montadoras correm contra o tempo para descobrirem as melhores soluções para o futuro da mobilidade. Os carros elétricos a bateria já são uma realidade, mas outras tecnologias estão sendo criadas para aumentar o leque de opções que teremos no futuro.

Talvez a principal alternativa às baterias que temos atualmente é a célula de hidrogênio, ao menos para a Toyota. Atualmente, a montadora já vende o Mirai com essa tecnologia em mercados como o Japão, alguns países da Europa e na Califórnia, nos EUA.

O lançamento do Mirai parece ter sido apenas o primeiro passo. Agora a intenção da Toyota é adotar essa tecnologia na Hilux. O projeto está sendo feito por um consórcio de empresas, entre elas a D2H Advanced Technologies, liderado pela Toyota e financiado pelo governo britânico.

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Outras empresas que compõem o consórcio é a consultora de engenharia Ricardo, a European Thermodynamics e o centro de pesquisa automotiva da Thatcham Research.

Toyota Hilux Hidrogenio

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A D2H entrará com sua expertise adquirida nas competições automobilísticas, atuando principalmente no desenvolvimento de sistemas de resfriamento e estratégias de fluxo de ar, essenciais para que a picape não perca sua eficiência quando eletrificada. O plano é que o projeto dure dois anos e os protótipos serão construídos em pequenas séries na fábrica da Toyota, em Burnaston, na Inglaterra.

Picapes elétricas não são exatamente uma novidade. GMC Hummer EV, Rivian R1T e a Ford F-150 Lightning estão aí para provar que é possível, mas a utilização de baterias gera um problema difícil de driblar: o peso.

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Toyota Hilux Hidrogenio

Naturalmente, as picapes já são pesadas e o uso de grandes células de bateria, necessárias tanto para dar força aos motores gerar uma autonomia decente, só aumenta esse problema. A Hummer, por exemplo, pesa 4.110 kg, dos quais 1.326 kg – equivalente a um SUV – são só de bateria.

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A célula a hidrogênio, por outro lado, não oferece um aumento tão drástico no peso do veículo. O seu problema está na produção e armazenamento do combustível, que são complicados e custosos.

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Hidrogênio compõe 3/4 do Universo, mas tê-lo no modo certo para abastecer o Mirai é um desafio
Toyota Mirai (Divulgação/Toyota)

Mas a Toyota já procura meios para amenizar esses problemas. A montadora trouxe o Mirai para o Brasil há poucos meses, justamente para estudar novas formas de produzir hidrogênio, assim tornando a implementação dos carros elétricos movidos a célula de combustível (ou FCEV) mais viável.

Agora resta saber como o sistema do Mirai ficará mais forte e potente para dar conta de uma picape média. O sedã tem 184 cv e 30,5 kgfm, já a Hilux tem 204 cv e 50,9 kgfm em suas versões com o motor 2.8 turbodiesel.

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