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Stellantis terá motores híbridos como os de Honda e Toyota – e que serão flex no Brasil

Tecnologia será usada em 24 novos carros até 2030, com foco na América do Sul e outros mercados com uma rede pequena de carregadores para elétricos

Por Nicolas Tavares 22 Maio 2026, 12h00
Motor 1.6 híbrido EP6 da Stellantis
 (Divulgação/Stellantis)
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A Stellantis terá mais carros híbridos plenos até 2030. A confirmação ocorreu durante o Investor Day 2026 e marca um ajuste na estratégia de eletrificação da montadora. O plano inclui o lançamento de 24 carros inéditos equipados com essa tecnologia no mercado global. A estratégia tem como foco principal regiões onde a transição para carros 100% elétricos ocorre de forma mais lenta devido à falta de infraestrutura, como Europa e América do Sul, e já está confirmada para o Brasil.

Hoje, os carros eletrificados da Stellantis são, em sua maioria, híbridos leves (MHEV), híbridos plug-in (PHEV) e modelos com extensor de autonomia, no caso dos Leapmotor. O único HEV é o Jeep Cherokee de nova geração, com o motor 1.6 THP originalmente desenvolvido por Peugeot e Citroën. A estratégia será expandir a tecnologia full hybrid (HEV) e preencher uma lacuna no portfólio da empresa com veículos capazes de atender às normas globais de emissões sem exigir recarga externa.

Jeep Cherokee 2026
Jeep Cherokee 2026 (Divulgação/Jeep)

No sistema híbrido pleno, o veículo possui um motor a combustão e um motor elétrico que podem tracionar as rodas de forma conjunta ou independente. A bateria tem maior capacidade de armazenamento de energia em comparação aos sistemas híbridos leves, mas é menor do que nos híbridos plug-in, o que limita a autonomia em modo exclusivamente elétrico a poucos quilômetros. É o sistema mais usado por Honda e Toyota no Brasil.

A recarga ocorre automaticamente por meio do funcionamento do motor a combustão e da recuperação de energia cinética em desacelerações e frenagens.

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Com uma bateria maior e um motor elétrico mais potente, capaz de efetivamente tracionar as rodas, um carro HEV consegue aproveitar melhor os momentos em que o motor a combustão permanece desligado, especialmente em situações de trânsito intenso.

Bio-Hybrid eDCT

A base para a nova geração de veículos será a plataforma modular STLA One. A arquitetura multienergia começará a ser utilizada a partir de 2027. O foco de aplicação está nos segmentos B, C e D. Na prática, isso inclui desde hatches e SUVs compactos até SUVs médios, substituindo as plataformas atuais utilizadas por marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Alfa Romeo.

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Isso não significa que a tecnologia ficará restrita à nova arquitetura. O desenvolvimento dos novos conjuntos mecânicos reaproveitará a família de motores a combustão já existente no grupo. A opção inicial aponta para uma adaptação do motor 1.2 turbo de três cilindros. Para veículos maiores ou equipados com tração nas quatro rodas, a engenharia da empresa dispõe do motor 2.0 de quatro cilindros da família GME, capaz de entregar a potência necessária para categorias superiores.

Já para o Brasil, a tecnologia deverá ser adaptada para trabalhar com a linha GSE, especialmente o motor 1.3 turbo de quatro cilindros, enquanto o 1.0 turbo de três cilindros tende a permanecer associado aos sistemas híbridos leves.

Apesar de o anúncio tratar da estreia global da tecnologia, a Stellantis já planejava oferecer um sistema híbrido pleno no Brasil. Quando revelou a estratégia Bio-Hybrid, em 2023, uma das variantes previstas já incluía um HEV como próximo passo da eletrificação do portfólio nacional.

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