Renault Duster será vendido como Lada para continuar em produção na Rússia
Divisão russa da marca de origem francesa foi transferida para o Estado após instalidades geradas por sanções econômicas
O processo de nacionalização da divisão russa da Renault pelo governo já provoca alterações inusitadas. Foi anunciado nesta segunda-feira (16) que o Duster vai deixar o emblema da marca de origem francesa de lado e passará a ostentar o emblema da Lada.
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A mudança se dá em consequência do recente anúncio de que a Renault Rússia vai passar para as mãos de Moscou. Está previsto no negócio que 67,69% da AvtoVAZ, proprietária da Lada, será transferido ao NAMI, o Instituto Central de Pesquisa e Desenvolvimento de Automóveis e Motores.
A fabricante russa instalada em Tolyatti, cidade localizada a 1.000 km de Moscou, tinha a maior parte da operação controlada pela Renault desde 2007. A união das marcas colocou três modelos entre os dez mais vendidos de 2021. Os dois primeiros foram Vesta e Granta, assinados pela Lada, enquanto o Duster foi nono carro mais emplacado.
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De acordo com o diretor do departamento da indústria automotiva e engenharia ferroviária do Ministério da Indústria e Comércio da Rússia, Denis Pak, o Lada Duster deve começar a ser fabricado ainda neste ano.
Curiosamente, a AvtoVAZ já havia iniciado o desenvolvimento do Lada Niva de terceira geração com base do Duster.
Todo essa história de transição da operação russa da Renault para o Estado é decorrência das instabilidades de mercado provocadas pela Guerra na Ucrânia. A Rússia sofreu sanções internacionais e viu diversas montadoras deixaram o mercado.
A Renault Rússia chegou a abranger 30% de participação do mercado e era a segunda maior operação do Renault Group mundialmente.
Um dos maiores impasses do processo de transição da montadora é como será feito o fornecimento de componentes para a linha de montagem russa. Outra incógnita é se os modelos Captur e Arkana também seguirão os caminhos do Duster e serão fabricados pela Lada.
Havia expectativa de que esses modelos fossem desenvolvidos sob a Moskvitch, fabricante criada durante a União Soviética e que declarou falência em 2006. Segundo o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, tal marca seguirá produzindo carros a combustão mas no futuro trabalhará no desenvolvimento de carros elétricos.








