Oferta Relâmpago: Assine por 7,99

O Civic tão resistente que liga até com Mentos e Coca no lugar do óleo

Contra Focus e 206, sedã mostra por que carros japoneses têm reputação tão melhor que franceses e americanos em teste de resistência do motor sem óleo

Por Renan Bandeira 5 jul 2020, 07h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h39
Teste de destruição (6)
Watson adicionando refrigerante e balas no motor do Honda Civic (Carwow/Reprodução)
Continua após publicidade
O Civic tão resistente que liga até com Mentos e Coca no lugar do óleo Priorizar nos meus resultados Google
Teste de destruição (7)
Mat Watson e os três veículos do teste (Carwow/Reprodução)

Que tal um teste de durabilidade colocando motores para funcionarem sem óleo? Parece loucura, mas foi o que fez Mat Watson, piloto de teste do site inglês Carwow.

Quer ter acesso a todos os conteúdos exclusivos de Quatro Rodas? Clique aqui e assine com 64% de desconto.

Ah, e não apenas isso. Watson também retirou todo o líquido de refrigeração do motor para a prova de resistência.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=348&v=zyejT4VPzlE&feature=emb_title

Continua após a publicidade

Os veículos escolhidos para realizar o teste de destruição foram: Honda Civic, Ford Focus e Peugeot 206 – todos destinados ao mercado europeu.

O primeiro passo para o início da prova foi realizar a sangria do cárter para esgotar o óleo dos motores dos três veículos. Logo em seguida foi retirado todo o líquido refrigerante dos motores.

Teste de destruição (2)
Com cronômetro na mão, não demorou muito para o primeiro veículo desligar (Carwow/Reprodução)
Continua após a publicidade

Com os carros alinhados e motores secos, a produção adicionou pedras aos pedais de acelerador para que os veículos mantivessem uma aceleração constante – cortando os giros –, sem que fossem necessário funcionários estarem dentro dos veículos.

Com ajuda da produção, os três modelos foram ligados de forma simultânea. Watson acionou o cronômetro para saber qual dos motores funcionaria mais tempo a seco.

Teste de destruição
Motor do Ford morreu com 20 segundos de prova (Carwow/Reprodução)
Continua após a publicidade

Com 20 segundos de teste, o motor do Ford Focus apagou. Logo em seguida, aos 45 segundos, foi a vez do Peugeot 206 morrer. Mas o Honda seguiu funcionando normalmente.

O Civic já havia resistido por dois minutos quando Watson resolveu conduzir o veículo. Após dirigir em círculos por mais quatro minutos, um estouro seguido de uma bola de fumaça na parte inferior do motor fez o veículo desligar.

Teste de destruição (3)
O Honda Civic parou de rodar com 6 minutos e 22 segundos de teste (Carwow/Reprodução)
Continua após a publicidade

O teste parecia ter chegado ao fim, mas o piloto adicionou balas de menta e refrigerante de cola nos reservatórios de óleo e do sistema de arrefecimento do modelo japonês.

Resultado? O veículo voltou a funcionar! Mas, desta vez, não resistiu por muito tempo. Chegou a percorrer alguns metros, mas o motor logo apagou em definitivo.

Um fator pode ter ajudado o Honda a ter desempenho superior aos outros modelos do teste é o uso de tuchos mecânicos e óleo mineral.

Continua após a publicidade

O site inglês não especifica qual motor o Civic testado utilizava. Caso seja igual ao brasileiro, porém, é certo que o propulsor em questão trabalhava com esses elementos.

Teste de destruição (6)
Watson adicionando refrigerante e balas no motor do Honda Civic (Carwow/Reprodução)

Diferentemente dos tuchos hidráulicos – presentes nos outros motores do teste –, os mecânicos utilizam pastilhas para diminuir o atrito com o came do motor e não óleo, como nos hidráulicos.

Isso permite ao motor rodar por mais tempo “a seco”. Já nos outros veículos, os tuchos seriam prejudicados pela falta do óleo.

Além disso, a utilização do óleo mineral a longo prazo faz acumular borra nos componentes internos do motor, o que poderia facilitar de alguma forma o funcionamento do motor sem óleo. Mas esta parte é só uma teoria.

De acordo com o vídeo, o teste de destruição foi realizado apenas porque os veículos em questão seriam destinados à sucata.

Vale lembrar que óleo e líquido refrigerante são elementos fundamentais para manter o bom funcionamento dos motores a combustão, portanto não faça isso em casa.

A não ser que você queira fundir o seu motor, tomar um prejuízo de alguns milhares de reais e ainda arriscar sua integridade física…

Colaborou Henrique Rodriguez.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, com raios brancos ao fundoBanner laranja com OFERTA RELÂMPAGO em destaque, um raio amarelo e a frase Você pediu, a gente ouviu!. À direita, revistas Superinteressante e Veja, e um ícone de árvore
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

Apaixonado por carros? Então isso é pra você!
Pare de dirigir no escuro: com a Quatro Rodas Digital você tem, na palma da mão, testes exclusivos,comparativos, lançamentos e segredos da indústria automotiva.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Quatro Rodas impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).