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Honda adota nova estratégia global e deve apostar em versões mais baratas

Preços elevados forçam mudança que prioriza configurações de entrada, como a LX, e amplia a garantia para seminovos com até uma década de uso

Por Cristiane Barreto 20 jan 2026, 14h30
Honda WR-V
Honda WR-V (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Com o orçamento dos consumidores cada vez mais pressionado, a Honda começou a rever sua estratégia de produto. Em entrevista ao site norte-americano CarBuzz, executivos da marca admitiram que a questão do preço voltou ao centro das decisões — não por meio do lançamento de novos modelos, mas com mudanças no planejamento de longo prazo que afetam até veículos lançados há quase dez anos.

O preço médio dos carros novos tem atingido níveis historicamente elevados, e o custo passou a ser um fator determinante na decisão de compra. A resposta da Honda envolve reforçar a produção de versões mais acessíveis de seus modelos mais vendidos, algo que ficou em segundo plano nos últimos anos, especialmente após a pandemia da Covid-19.

No ano passado, a marca teve vendas limitadas não apenas pela demanda, mas também pela escassez global de semicondutores, que reduziu o ritmo das linhas de montagem. Com esse gargalo menos crítico, a fabricante afirma que poderá ampliar a oferta de configurações de entrada.

Civic Advanced Hybrid 2025

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A principal consequência prática dessa decisão é o aumento na produção e disponibilidade de configurações de acesso, historicamente batizadas de LX. Nos Estados Unidos, isso significa que modelos como Civic e CR-V terão suas variantes mais baratas reforçadas nos estoques das concessionárias.

Essa lógica pode refletir diretamente no mercado brasileiro. Atualmente, modelos como o City, HR-V e WR-V concentram vendas nas versões intermediárias e de topo (EX, EXL e Touring). Seguindo a nova diretriz global, abre-se espaço para uma oferta maior de versões básicas, com listas de equipamentos mais enxutas, câmbios manuais (onde houver demanda) ou acabamentos simplificados, visando um ticket médio menor.

A estratégia, porém, não se aplica a toda a gama, dependendo do modelo. No Passport, por exemplo, o perfil do consumidor pesa mais do que o preço: cerca de 80% dos compradores optam pela versão TrailSport, posicionada no topo da linha.

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Ainda segundo a entrevista ao CarBuzz, a marca premium do grupo, a Acura, pretende aumentar a produção das versões básicas do Integra e do novo ADX. Os dois modelos são considerados estratégicos por funcionarem como porta de entrada da marca e concentrarem participação relevante em seus respectivos segmentos.

Honda City Hatchback Touring Sport

O plano de tornar os produtos mais acessíveis não se limita aos carros zero-quilômetro. A Honda também aposta no fortalecimento do programa de seminovos certificados, que tem se tornado uma peça-chave da estratégia comercial em diversos países, inclusive no Brasil.

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Como parte desse movimento, a Honda passou a certificar veículos com até dez anos de uso, algo ainda pouco comum no setor. No mercado brasileiro, a fabricante trabalha com automóveis com até seis anos de uso ou 100 mil quilômetros rodados, oferecendo garantia de fábrica de dois anos.

Acura Integra Type S
(Divulgação/Honda)

Ainda este ano, a Honda deve apresentar uma atualização do Civic Type R. Em paralelo, a empresa prepara a estreia de seu primeiro trailer de viagem, o Honda Base Station, um modelo dobrável que marca a entrada da marca em um segmento totalmente novo.

Já no campo da eletrificação, os modelos da Série 0 seguem previstos para o segundo semestre. A fábrica da Honda em Ohio vem sendo adaptada para produzir, na mesma linha, veículos a combustão, híbridos e totalmente elétricos.

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