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GWM Haval H6 HEV 2027: versão mais vendida é flex, evolui câmbio e troca motor elétrico

Versão mais vendida do SUV resolve antigas queixas de suspensão, fica mais potente e zera IPVA em São Paulo

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jun 2026, 17h00
SUV Haval H6 cinza-prateado em movimento, visto de frente e levemente lateral, com um motorista ao volante. O carro tem uma grade frontal grande e faróis de LED finos. Ao fundo, vegetação verde e exuberante, e o asfalto da estrada com marcações brancas
 (Divulgação/GWM)
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As fabricantes chinesas ajudaram a ampliar a oferta de SUVs híbridos plug-in mas, pelo menos na GWM, quem mais vem fazendo sucesso são as versões do Haval H6 que dispensam a recarga, HEV One e HEV2, que sozinhas responderam por 45,7% das vendas do SUV entre janeiro e maio. Ambas têm boas novidades para a linha 2027.

Para blindar seu carro-chefe contra o avanço do Toyota Corolla Cross, do GAC GS4 e da linha BYD, a GWM iniciou a produção em Iracemápolis (SP) – de onde saem 65% dos Haval H6 vendidos no Brasil – e agora transformou o seu SUV em flex, ao mesmo tempo que seu sistema híbrido foi atualizado por completo.

A linha 2027 do Haval H6 HEV2 custa R$ 225.000, mas a versão entrada HEV One, de R$ 199.900, foi promovida de série limitada a versão, como forma de aproveitar a boa recepção desta versão nas lojas.

SUV cinza claro, modelo Haval H6, visto por trás, em uma estrada asfaltada com faixa branca. O carro tem lanternas traseiras horizontais e o nome GWM e HAVAL H6 na tampa do porta-malas. Há árvores verdes ao fundo e um guard-rail metálico à direita
(Divulgação/GWM)

Para começar, o motor 1.5 turbo com injeção direta agora pode queimar etanol ou gasolina em qualquer proporção. O trabalho da engenharia brasileira, feito em parceria com a Bosch, incluiu bicos injetores revistos, velas de ignição redimensionadas e o sensor que identifica o combustível em tempo real. Mantendo a pressão de injeção em 200 bar para evitar os riscos de corrosão que os sistemas de 350 bar sofreriam com a água do etanol hidratado nacional, o motor a combustão entrega os mesmos 150 cv e 24,4 kgfm. O que muda é que o torque cresce mais rápido quando com etanol.

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Mais potência e o fim do arrasto elétrico

Junto com o motor flex, o Haval H6 HEV ainda ganhou um novo motor elétrico que assume a função de motor e gerador. Até então, havia um segundo componente atuando como gerador. Esse motor elétrico está integrado à transmissão automatizada DHT de duas marchas, que também ganhou a capacidade de desacoplar totalmente o motor elétrico de tração.

Vista superior do motor de um carro, com a tampa do motor preta e lisa no centro. Ao redor, tubulações, fios e componentes mecânicos em tons escuros, com detalhes prateados e alaranjados, indicando um veículo moderno
(Divulgação/GWM)

Em velocidades de cruzeiro ou desacelerações onde a regeneração não é vantajosa, o sistema desconecta o motor elétrico e elimina o atrito parasita (arrasto) que antes roubava eficiência.

Com essas evoluções, o Haval H6 HEV2 teve sua potência combinada elevada para 248 cv (5 cv a mais que o antecessor) e tem seu torque reduzido em 0,5 kgfm, para 54,5 kgfm. Por fim, a GWM também atualizou a bateria que dá suporte ao sistema: esta nova bateria tem 1,53 kWh e está posicionada na seção dianteira do assoalho. A antiga tinha 1,69 kWh, mas a nova tem capacidade utilizável maior. Ou seja, a nova bateria tem menor capacidade total, mas tem mais capacidade utilizável.

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SUV prateado moderno, visto de lado, parado em uma rua asfaltada com faixa branca. Ao fundo, uma parede de folhagem verde escura
(Divulgação/GWM)

Todos esses pequenos ajustes explicam o fato do Haval H6 ir contra a lógica e estar mais eficiente agora que é flex. No uso urbano, o Haval H6 HEV2 registra excelentes 15,8 km/l com gasolina e 10,2 km/l com etanol. Na estrada, as médias são de 13,0 km/l e 9,0 km/l, respectivamente. Isso quer dizer que sua eficiência melhorou em até 7,5% na cidade e 14% na estrada quando com a motorização híbrida plena.

Mais que isso: o SUV ficou mais rápido e agora cumpre a prova de zero a 100 km/h em 7,6 s (0,3 s a menos), de acordo com a GWM.

Neste primeiro contato com o Haval H6 HEV2 flex, a evolução que mais se destacou foi a sensação de leveza nas arrancadas. O motor elétrico sempre assume para si a responsabilidade de tirar o SUV médio da inércia e é capaz de gerenciar muito bem a entrega de força combinada com o motor a combustão.

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Evoluções bem vindas

Interior de um carro moderno com painel escuro, volante multifuncional e duas telas digitais. A tela central exibe um SUV branco em uma paisagem nevada, enquanto a tela menor atrás do volante mostra um mapa com o mesmo veículo. Há um console central com porta-copos e apoio de braço, e bancos de couro pretos visíveis
(Divulgação/GWM)

O motor elétrico até pode mover o SUV sozinho, mas o motor flex está sempre amparado pelo motor elétrico. Isso é fundamental para manter o 1.5 turbo sempre o mais próximo do seu regime ideal de funcionamento. No entanto, ainda é estranho perceber que o câmbio DHT tende a só passar a segunda marcha após os 80 km/h: antes disso, existe uma breve sensação do carro estar fora de marcha, por causa da rotação percebida pelas vibrações.

O quadro de instrumentos não indica a carga da bateria, que é responsabilidade do módulo de gerenciamento do motor a combustão – que pode acumular a função de atuar recarregando a bateria. A maior parte da energia, porém, vem da regeneração das desacelerações e frenagens.

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Com tanto torque disponível e boa potência, o Haval H6 HEV é bastante ágil no trânsito urbano. A maior diferença para a versão híbrida plug-in mais barata (PHEV19, de R$ 250.000) é que o motor a combustão se faz mais presente no uso, para compensar a bateria menor.

Mãos segurando um volante de carro, com o painel digital exibindo um mapa de navegação, velocidade zero, temperatura de 21°C e rádio em 76.7 MHz
(Divulgação/GWM)

A evolução mecânica da linha 2027 se encontra com as evoluções promovidas na linha 2026, quando o Haval H6 foi reestilizado. Foi quando o SUV recebeu um acerto de suspensão mais adequado ao Brasil, que evita batidas secas ao usar batentes mecânicos para evitar o fim de curso abrupto em buracos e valetas. O H6 também recebeu um sistema de freios com controle eletrônico, que dispensa o tradicional vácuo, e acabou reduzindo a força necessária nas frenagens.

Interior de um carro com bancos de couro pretos, vistos do painel frontal. Os bancos dianteiros e traseiros são visíveis, com janelas brancas ao fundo, sugerindo um estúdio ou fundo claro. O volante aparece parcialmente à direita
(Divulgação/GWM)
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Na cabine, a GWM resolveu os principais problemas de ergonomia apontados pelos proprietários. O seletor giratório de marchas sumiu do console central, abrindo espaço para um carregador de celular por indução de 50 W dotado de refrigeração própria. Os comandos de marcha migraram para uma alavanca na coluna de direção, atrás do novo volante de aro mais espesso. A central multimídia saltou para 14,6″ e traz o sistema Coffee OS 3, que fixou em definitivo a barra inferior com comandos de ar-condicionado, impedindo que ela desapareça ao projetar Android Auto ou Apple CarPlay sem fio.

A lista de itens de série do HEV2 permanece generosa, trazendo de fábrica teto solar panorâmico, bancos de couro ecológico com ajustes elétricos e ventilação na dianteira, ar-condicionado de duas zonas, tampa do porta-malas com abertura motorizada por sensor de presença e seis airbags. O pacote de segurança semiautônoma ADAS de nível 2+ segue completo, englobando piloto automático adaptativo (ACC) com Stop & Go, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e um sistema de câmeras de 540 graus com função de chassi invisível. A versão One não tem teto solar e porta-malas com abertura elétrica.

SUV prateado Haval H6 estacionado na lateral de uma estrada asfaltada, com palmeiras altas e gramado verde ao fundo sob céu azul
(Divulgação/GWM)

O Haval H6 2027 pode representar o encerramento de um ciclo de evoluções do SUV. Suspensão melhor, mais potência, motor flex e freios mais fortes corrigem antigos problemas. A produção local transmite alguma segurança aos clientes brasileiros, mas para ficar brasileiro mesmo só falta uma coisa: um estepe.

Ficha técnica – GWM Haval H6 HEV2 Flex 2027

  • Motor: dianteiro, transversal, 1.5, turbo, flex, 4 cilindros, 16 válvulas; 150 cv e 24,4 kgfm a 1.800 rpm; 1 motor elétrico auxiliar; bateria de 1,53 kWh Potência combinada: 248 cv Torque combinado: 54,5 kgfm
  • Câmbio: automático dedicado a híbridos (DHT-1A), tração dianteira
  • Direção: elétrica
  • Suspensão: independente McPherson (dianteira) / independente multilink (traseira)
  • Freios: disco ventilado (dianteira) / disco sólido (traseira)
  • Pneus: 225/60 R18
  • Dimensões: comprimento, 4,70 m; largura, 1,88 m; altura, 1,73 m; entre-eixos, 2,73 m; vão-livre do solo, 20 cm; ângulo de ataque, 20 graus; ângulo de saída, 28 graus; peso, 1.699 kg; porta-malas, 560; tanque de combustível, 55
  • Desempenho: 0 a 100 km/h em 7,6 s; velocidade máxima de 180 km/h (limitada eletronicamente)
  • Consumo (Inmetro): urbano, 15,8 km/l (gasolina) e 10,2 km/l (etanol); rodoviário, 13,0 km/l (gasolina) e 9,0 km/l (etanol)
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