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SUV da Ranger, Ford Everest não será feito na Argentina por culpa dos impostos

Presidente da Ford América do Sul diz que alta carga tributária matou os planos para a produção local do SUV e alerta para risco de fechamento de fábricas

Por Nicolas Tavares 15 jan 2026, 10h52
Ford Everest
Ford Everest (Divulgação/Ford)
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SUV da Ranger, Ford Everest não será feito na Argentina por culpa dos impostos Priorizar nos meus resultados Google

A esperança de ter o Ford Everest fabricado na vizinha Argentina chegou ao fim. Martín Galdeano, presidente da Ford América do Sul, conversou com o site Argentina Autoblog durante o Salão de Detroit (EUA) e explicou que o projeto industrial do SUV da Ranger foi descartado devido à carga tributária local.

A produção em General Pacheco (BA) era especulada há tempos, não só para movimentar mais a fábrica como ter mais um produto para exportação que aproveitasse os mesmos componentes da Ranger, principalmente para o mercado brasileiro. Agora, o modelo continuará vindo importado da Tailândia para o país vizinho, mantendo o posicionamento de nicho e preço elevado, sem os benefícios fiscais do comércio bilateral Mercosul.

Ford Everest

A decisão é puramente financeira e expõe a falta de competitividade da indústria argentina. Segundo Galdeano, os veículos exportados a partir de lá carregam uma “mochila” de impostos entre 12% e 15%.

Para efeito de comparação, o Brasil exporta para a Argentina com cerca de 3% de impostos, enquanto México e Tailândia possuem taxa zero. “Os impostos mataram o projeto do Everest na Argentina. Quando se exporta com essa carga, o projeto torna-se inviável”, afirmou o executivo.

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Essa carga é composta por uma cascata de tributos federais, estaduais e taxas municipais, que se acumulam desde a cadeia de fornecedores até a saída da fábrica.

Ford Everest

O tom de Galdeano em Detroit foi de alerta máximo. O executivo comparou a situação da Argentina com a do Brasil, que oferece incentivos (como o programa Mover); e a do Chile, que possui mercado aberto.

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“Não me surpreenderia se fábricas de automóveis fechassem na Argentina”, disparou. A Ford focará em proteger os investimentos atuais em Pacheco, que receberá a produção da Ranger Cabine Simples, Chasis e a inédita versão PHEV (híbrida plug-in), além da variante off-road Tremor anunciada esta semana.

Com o cancelamento da produção regional, o Ford Everest 2026 perde a chance de brigar em volume contra o líder absoluto do segmento, o Toyota SW4 (fabricado na Argentina), e o Chevrolet Trailblazer (produzido no Brasil).

O modelo continuará chegando à Argentina importado da Ásia em lotes limitados, posicionado como um produto premium acima da Ranger, vendido por 92.368.500 pesos argentinos (R$ 343.081).

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Ford Everest
(Divulgação/Ford)

Como é o Ford Everest

O Ford Everest compartilha a plataforma de longarinas da nova geração da Ranger. Se fosse feito na Argentina, herdaria o conjunto mecânico elogiado da picape, incluindo o motor 3.0 V6 turbodiesel de 250 cv e 61,2 kgfm.

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Haveria também a opção do 2.0 biturbo diesel de quatro cilindros, com 170 cv e 41,3 kgfm. Ambos trabalham com a transmissão automática de 10 marchas (convencional, com conversor de torque), a mesma utilizada no Mustang e na F-150.

A vantagem técnica do Everest sobre a Ranger reside na suspensão traseira. Enquanto a picape usa feixe de molas para suportar carga, o SUV adota um sistema multilink com molas helicoidais. Isso garante maior conforto e estabilidade em curvas, sem os “pulos” característicos de veículos utilitários vazios.

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Visualmente, o Everest é idêntico à Ranger até a coluna B. A frente imponente com faróis em “C” e a grade robusta são marcas registradas. Da porta traseira para trás, o teto alongado abriga a terceira fileira de bancos, permitindo levar até sete passageiros.

O interior segue o padrão da picape, destacando-se pela central multimídia vertical SYNC 4 de 12 polegadas e painel de instrumentos digital de 12,4 polegadas. O pacote de tecnologia inclui controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa.

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