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Como os carros elétricos estão forçando a evolução dos pneus

Pneus para elétricos precisam atender condições de rodagem diferentes daquelas encontradas em veículos a combustão

Por Eduardo Passos
14 dez 2022, 09h28 •
audi etron sportback quatro rodas
 (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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  • Questões como o peso das baterias e a falta de combustão sob o capô modificam carros elétricos muito além do óbvio. Linhas da carroceria, geometria de suspensão e até o design dos bancos são elementos que mudam em um veículo do tipo, e com os pneus não é diferente.

    Quem já pode andar de carro elétrico sabe que, com o silêncio quase absoluto do motor, grande parte do ruído interno vem da reverberação do ar dentro dos pneus.

    Mesmo modelos menos caros, como o Renault Zoe, investem pesado em isolamento acústico, para que o barulho dos pneus não quebre a sensação “zen” que a cabine silenciosa pode provocar.

    Uma das soluções mais aplicadas em carros elétricos de passeio é uma camada de espuma especial de poliuretano, que reveste a parte interna da banda de rodagem dos pneus.

    Como o ruído é provocado pela amplificação que os pneus dão à vibração de todo o conjunto mecânico, a absorção proporcionada pela camada de espuma corta grande parte dos picos de ruído.

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    PNEUS Eletrico
    (Divulgação/Quatro Rodas)

     

    “Se você não dirige em uma rota que tem buracos, juntas de concreto (comuns em pontes e viadutos) e coisas assim, não irá notar diferença”, explica Russell Sheperd, diretor de comunicações técnicas da Michelin da América do Norte.

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    Além do conforto, os pneus de carros elétricos precisam adequar seus sulcos e pontos de maior resistência ao maior peso de tais veículos.

    E o desafio nessa área ultrapassa a simples adição de peso, uma vez que a posição em que as baterias são instaladas influencia na distribuição do peso e, consequentemente, na dinâmica do carro.

    Nada disso, entretanto, é tão importante quanto a resistência e tração dos compostos. A Michelin, fornecedora exclusiva da Fórmula E, afirma que a experiência na “F1 dos elétricos” permitiu avanços como o recém-lançado Pilot Sport EV: assim como os concorrentes, o produto da francesa contém fórmula química que diminui a resistência de rolagem da borracha, podendo acrescentar mais de 60 km de alcance a uma carga por conta disso e dos ombros mais curtos (o que diminui a resistência do ar).

    O torque instantâneo também é levado em consideração, e uma camada com mais atrito é colocada na região central de contato com o solo, a fim de maximizar a tração do veículo sem comprometer demais a durabilidade dos pneus.

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