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BYD promete nacionalizar peças do Song Pro, Dolphin Mini e King até o fim de 2026

Prédios que abrigarão pintura, soldagem e estamparia devem ficar prontos até o final do ano e terão atuação de fornecedores locais

Por Paulo Campo Grande Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Mauro Balhessa 16 jul 2026, 14h00
Trabalhadores em coletes laranja e capacetes brancos inspecionam carros brancos em uma linha de montagem com arcos de luz no teto
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) (Divulgação/BYD)
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BYD promete nacionalizar peças do Song Pro, Dolphin Mini e King até o fim de 2026 Priorizar nos meus resultados Google

A BYD acelera o processo de nacionalização de peças na fábrica de Camaçari (BA). Os prédios de pintura estamparia e soldagem, que ficam ao lado de onde são montados os carros da marca, deverão ser entregues até o final de 2026, seguindo o cronograma planejado e divulgado no início do ano, segundo a montadora.

A fabricante chinesa está em negociações com 150 fornecedores, para peças como pneu, vidro, tinta e aço, para citar. A ideia é que até o final do ano essas empresas estejam operando nos setores de estamparia, solda e pintura, muitos deles internalizados.

Vista aérea de um grande complexo industrial em construção, com vários galpões de telhado cinza, alguns já cobertos e outros com estrutura metálica aparente. Há áreas de terraplanagem e estradas sinuosas com veículos, cercadas por vegetação densa e um corpo dágua ao fundo. Outras edificações menores e estacionamentos completam a paisagem industrial.
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) (Divulgação/BYD)

As peças serão destinadas aos seus três modelos montados no local: Dolphin Mini, King e Song Pro. Para que um produto seja considerado nacional e tenha aval a ser exportado, o percentual de peças nacionalizadas deve ser de 60%. O local será estratégico para exportações na América Latina.

Por enquanto, a produção ocorre no formato SKD, com os carros vindos da China desmontados. No local, motor e transmissão são acoplados na carroceria, além de rodas e processo de finalização. Os modelos passam pelas linhas por meio de elevadores.

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Homens em coletes laranja e capacetes azuis trabalham na montagem de carros em uma linha de produção industrial. Um carro preto suspenso por guindastes amarelos tem o capô aberto, enquanto os trabalhadores instalam motores e componentes em chassis. O ambiente é iluminado e repleto de equipamentos e máquinas amarelas
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) (Divulgação/BYD)

Futuro da BYD no Brasil passa pela fábrica

Após nove meses após a inauguração da fábrica de Camaçari, a BYD chegou a marca de 100 mil carros eletrificados montados no Brasil e chegou a 5,5 mil colaboradores diretos trabalhando na fábrica.

A inauguração da fábrica ocorreu com atrasos, em outubro de 2025, depois de problemas de maquinário, licenças e trabalho análogo à escravidão. Ainda esse ano, a expectativa é que uma opção flex do Song Pro saia do local. Para o futuro, Song Plus e a picape Mako também serão montados na fábrica. Ao todo, serão 12 modelos com o complexo em total funcionamento.

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Trabalhador com capacete azul e colete laranja manuseia equipamento em linha de montagem, com carro branco suspenso ao fundo
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) (Divulgação/BYD)

Depois de finalizado os processos de nacionalização, a fábrica será “espelhada” com um terreno ao lado ainda a ser adquirido, que promete aumentar a capacidade produção de 300 mil para 600 mil unidades até o final da década. Atualmente, a capacidade anual é de 150 mil veículos.

A BYD investe R$ 5,5 bilhões no local, que tem uma área de 4,6 milhões de metros quadrados, criando sua maior unidade fora da China.

Trabalhadores em uma linha de montagem de carros brancos, usando capacetes e coletes de segurança laranja, inspecionam os veículos em uma fábrica iluminada
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) (Divulgação/BYD)
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