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BYD quer comprar fábricas da Stellantis na Europa para produzir carros elétricos

Fabricante chinesa busca plantas industriais na Europa para reduzir custos logísticos e ampliar produção local de veículos e baterias

Por Nicolas Tavares 14 Maio 2026, 15h00
Fábrica da FCA em Goiana (PE)
Fábrica da FCA em Goiana (PE) (Divulgação/Jeep)
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A BYD e a Stellantis iniciaram conversas para a possível aquisição de fábricas ociosas da gigante europeia pela fabricante chinesa. De acordo com a agência Bloomberg, o movimento foi confirmado pela alta cúpula internacional da marca chinesa e faz parte de uma estratégia para estabelecer bases de produção próprias no continente, aproveitando a infraestrutura de concorrentes que enfrentam baixa demanda em suas linhas de montagem.

A busca por unidades fabris disponíveis ocorre em um momento de reestruturação para as montadoras tradicionais da região. A Stellantis, que detém marcas como Fiat, Peugeot e Jeep, lida com excesso de capacidade produtiva em diversas plantas, enquanto a BYD tenta contornar barreiras logísticas e tarifárias. Além do grupo liderado por Antonio Filosa, outras montadoras europeias estariam em negociações para repassar complexos industriais subutilizados, como a Ford, que negocia alugar parte de uma fábrica para a Geely.

Stellantis - Fábrica em El Palomar (Argentina)

A Itália aparece como um dos mercados prioritários no planejamento da BYD. A empresa realizou visitas técnicas em diversas unidades, incluindo a planta de Cassino, no centro do país. Países como a França também estão no radar da fabricante chinesa devido aos custos competitivos de energia elétrica, fator que impacta diretamente na rentabilidade da produção de baterias e na operação geral das fábricas.

Diferente do modelo adotado por outras parcerias recentes no setor — como o acordo entre Stellantis e Leapmotor, que prevê o uso de fábricas no Brasil e Espanha para montagem de carros chineses —, a BYD pretende operar de forma independente. A empresa descarta a criação de joint ventures para manufatura, sob o argumento de que o controle total das operações facilita a gestão e agiliza a implementação de processos industriais próprios.

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Além da produção de modelos de volume, a BYD monitora o desempenho de marcas de luxo tradicionais que atravessam dificuldades financeiras. O interesse recai sobre nomes como a Maserati, embora não existam ações formais de aquisição até o momento. Para sustentar essa ambição no segmento premium, a fabricante intensificou a contratação de especialistas vindos de marcas como a Porsche para atuar na divisão Denza, que deve estrear no Reino Unido ainda em 2026.

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