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Apps de transporte aumentam emissões de poluentes em 69%, diz estudo

A pesquisa ainda revela que, comparando com viagens em veículos pessoais, as corridas por apps emitem 47% mais carbono

Por Guilherme Silva 23 mar 2020, 07h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h34
 (Reprodução/Internet)
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Apps de transporte aumentam emissões de poluentes em 69%, diz estudo Priorizar nos meus resultados Google
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(Reprodução/Internet)

Um estudo da Union of Concerned Scientists, entidade norte-americana de proteção ambiental sem fins lucrativo, revelou que as viagens feitas por aplicativos de transporte, como Uber, 99 e Lyft, aumentam as emissões de poluentes em cerca de 69%.

Segundo a pesquisa, as grandes cidades sofrem o maior impacto, uma vez que as corridas vêm substituindo o transporte público, a caminhada e as bicicletas em curtas distâncias.

A entidade explica que as corridas por aplicativos são consideradas mais poluentes que as viagens de carros particulares, por contribuírem com o fenômeno chamado “deadheading” de motoristas, que é quando os veículos circulam mais tempo pela cidade sem passageiros.

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Outro motivo é que as corridas de aplicativos teriam aumentado a circulação de veículos nas ruas, uma vez que não substituíram o uso do carro particular.

O estudo revela ainda que, se comparada a viagens em veículos pessoais, as corridas por apps emitem 47% mais carbono na atmosfera, porque passam mais tempo ligados e rodando.

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A Union of Concerned Scientists acredita que a eletrificação da frota de veículos de aplicativos ou o incentivo de viagens em grupo reduziriam as emissões.

“Para que as viagens contribuam para melhores resultados climáticos e de congestionamento, as corridas devem ser compartilhadas e movidas a eletricidade, além de incentivar o transporte de massa, uso de bicicletas e caminhada”, diz o artigo da entidade.

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Nos Estados Unidos, Lyft e Uber se comprometeram a colaborar com a redução de emissões implementando serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes, agendamento e emissão de bilhetes de transporte público integrados nos aplicativos.

Ainda assim, a maior parte das viagens solicitadas nesses aplicativos é feita em veículos movidos a combustão. Lyft e Uber até tentaram incentivar as corridas em grupo, mas os passageiros ainda relutam em aderir à modalidade.

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A Uber disse ao site de tecnologia The Verge que pretende ajudar na solução “para lidar com as mudanças climáticas, trabalhando com as cidades para ajudar a criar um futuro de transporte com baixas emissões, investindo em produtos e advogando políticas que reduzam a posse de carros, promovam mais viagens compartilhadas e apoiem uma maior adoção de bicicletas, patinetes, veículos ecológicos e o uso de transporte público”.

Já um porta-voz da Lyft classificou o estudo como enganoso, dizendo que o relatório da Union of Concerned Scientists, “como muitos outros faz alegações enganosas sobre o compartilhamento de veículos. A Lyft incentiva as viagens compartilhadas e foi a primeira empresa a inserir informações de transporte público em seu aplicativo e, em 2019, fez uma das maiores implantações isoladas de veículos elétricos nos Estados Unidos. Estamos ansiosos para seguir o trabalho em parceria com cidades, para avançar no transporte compartilhado e sustentável”.

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