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Mitsubishi ASX é SUV com tração 4×4 a partir de R$ 50.000

Espaçoso, confortável e seguro, o Mitsubishi ASX vai bem no asfalto e em trilhas leves, mas poderia ser mais rápido e econômico

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 Maio 2024, 19h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h47
Mitsubishi ASX usado
Barras cromadas em zigue-zague são destaques da terceira reestilização do ASX (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Mitsubishi ASX é SUV com tração 4×4 a partir de R$ 50.000 Priorizar nos meus resultados Google

A Mitsubishi é conhecida pela valentia de seus utilitários. O Mitsubishi ASX, por sua vez, é um carro de passeio que roda confortavelmente por estradas de terra e até encara trilhas leves.

Belo e funcional, este SUV médio chegou ao Brasil em 2010, importado do Japão, e até conseguiu conquistar parte da clientela do Pajero TR4 (especificamente aqueles que rodam mais no asfalto) ao suprir suas principais carências – especialmente aquelas ligadas ao espaço.

Motor 2.0 16V é a única opção para o ASX
Motor 2.0 16V é a única opção para o ASX (Marco de Bari/Quatro Rodas)

O ASX tem dimensões de hatch médio (tem 4,36 m de comprimento e tem 2,67 m de entre-eixos), oferece espaço interno para cinco ocupantes, porta-malas de 409 litros, dirigibilidade dócil e confortável e bom pacote de segurança, que inclui sempre ABS e airbags frontais.

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Uma semelhança com o TR4 é o alto consumo: seu 2.0 16V a gasolina com comandos variáveis e injeção direta rende 160 cv, mas é limitado pelo câmbio CVT, que compromete o desempenho com respostas lentas. Quem gosta de acelerar deve optar pelas versões com câmbio manual ou apelar para trocas nas borboletas do volante.

Versão 4x4 é a mais valorizada
Versão 4×4 é a mais valorizada no mercado de usados (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Vale a pena investir no Mitsubishi ASX AWD: com preço inicial de R$ 55.000, ele traz sete airbags (frontais, laterais, de cortina e um de joelhos), controles de tração e estabilidade, tração 4×4 seletiva, assistente de partida em subidas, sensores de ré, de chuva e de faróis, chave inteligente com partida do motor por aproximação, retrovisores rebatíveis, bancos de couro elétricos e ar digital. Teto panorâmico e faróis de xenônio são opcionais bem-vindos.

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A versão 4×2 atrai pouco porque oferece menos itens de série por um valor próximo no mercado de usados, mas essa escolha pode garantir um carro mais novo.

Mitsubishi ASX

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Nacionalizado nos modelos 2012, o Mitsubishi ASX recebeu discretos retoques, roda aro 18 e revisão em motor e suspensão.

Em 2015, o ASX Outdoor aliou câmbio manual e o 4×4: além do visual (bagageiro no teto e apliques de plástico), ele agrada pela dirigibilidade mais suave devido às rodas menores (aro 16) e aos pneus de uso misto e perfil mais alto. Mas no ano seguinte o Outdoor passou a ter tração apenas dianteira e câmbio CVT.

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Mitsubishi ASX usado
Traseira segue inalterada desde 2010, quando o modelo chegou ao Brasil (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Na linha 2017, a última reestilização garantiu a frente com novos frisos cromados na grade e que fazem uma espécie de ziguezague entre os faróis principais e os de neblina, junto com um novo para-choque com parte central preta.

Mitsubishi ASX usado
Painel tem materiais de toque rígido e aparência de baixa qualidade (Divulgação/Divulgação)
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Mas a única mudança na traseira surgiu apenas na linha 2018, quando ganhou um logotipo indicando que, tardiamente, o motor 2.0 passou a ser flex e com direito ao sistema de pré-aquecimento do etanol na partida a frio. Foi quando chegou aos 170 cv e 23 kgfm – com gasolina os valores são de 160 cv e 22 kgfm. O câmbio manual deixou de ser oferecido.

Mitsubishi ASX usado
Dimensões são de SUV compacto, mas preço está acima da média. Rodas são de 18 polegadas (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Mitsubishi ASX usado
Central multimídia, mesmo completa, tem aspecto de item paralelo. Já o ar-condicionado, poderia ser digital (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Mitsubishi ASX saiu de linha em 2021. Mas, na verdade, o que aconteceu foi sua substituição pelo Outlander Sport que, na verdade, foi a terceira reestilização do ASX. Era o mesmo carro, com o mesmo motor, mas com frente e traseira renovados. Não deu muito certo, pois foi lançado em julho de 2020 e saiu de linha em dezembro de 2021.

O ASX desfruta da boa reputação dos carros japoneses, embora seu pós-venda deixe a desejar quando comparado aos rivais de Honda e Toyota. Por outro lado, a nacionalização melhorou a disponibilidade e o valor das peças de reposição e muitas delas são compartilhadas com o Mitsubishi Lancer. Vale pesquisar o preço de peças e serviços nas concessionárias, que quase sempre têm peças para pronta entrega e oferecem serviços de manutenção preventiva com preços fixos.

Problemas e defeitos do Mitsubishi ASX

Teto panorâmico – Os modelos 2010 e 2011 do ASX AWD foram convocados para recall de eventual aplicação de adesivo de fixação no teto panorâmico, por risco de descolamento do vidro.

Mitsubishi ASX usado
Teto solar panorâmico é exclusivo da versão topo de linha e garante sensação agradável à cabine (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Câmbio CVT – Assim como o Lancer, as primeiras unidades do ASX chegaram ao país sem o radiador do fluido da transmissão, provocando ruídos e falhas principalmente em altas rotações. Vale a pena certificar se o equipamento foi instalado no período de garantia.

Suspensão – A calibração firme e o curso curto da suspensão cobra seu preço na vida útil de peças como buchas e batentes. Batidas secas e vazamentos são indícios claros de amortecedores sem ação.

Cabeçote – O motor pode apresentar ruídos anormais, vindos da corrente dos comandos de válvulas: óleo de especificação incorreta ou trocas fora do prazo determinado provocam o desgaste precoce desse componente.

Sistema 4×4 – Exige atenção no alinhamento da direção e suspensão da versão AWD, sob risco de desgaste excessivo dos pneus e comportamento dinâmico irregular. Cheque também se o óleo da caixa de transferência e o do diferencial traseiro foram substituídos.

Mitsubishi ASX Outdoor
Mitsubishi ASX Outdoor (Divulgação/Mitsubishi)

Valor dos Mitsubishi ASX usados (KBB)

Modelo 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021
4×2 manual R$ 50.565
R$ 56.675
R$ 58.200 R$ 64.554 R$ 65.990 R$ 66.134 R$ 68.990 – – – –
GLS –
–
– – – – – – – R$ 94.489 R$ 109.521
HPE –
–
– – – – – – – R$ 101.920 –
HPE-S – – – – – – – – – R$ 107.540 –
4×2 CVT R$ 52.220
R$ 58.970
R$ 59.940
R$ 63.240 R$ 67.100
R$ 69.940
R$ 76.640
R$ 83.340 R$ 86.690 – –
AWD CVT
R$ 54.730
R$ 60.304
R$ 63.400 R$ 64.550 R$ 70.120 R$ 77.351 R$ 88.687 R$ 87.980 R$ 102.592 – –
OUTDOOR MT – – – – – R$ 76.315 – – – – –
OUTDOOR CVT R$ 73.335 R$ 81.120 – – – –

Preço das peças do Mitsubishi ASX

Mitsubishi ASX
Versão reestilizada do ASX foi apresentada durante o Salão do Automóvel de 2016 (Divulgação/Quatro Rodas)
Original Paralelo
Para-choque (dianteiro) R$ 2.103 R$ 750
Farol (cada um) R$ 1.029 R$ 1.600
Retrovisor (cada um) R$ 1.034 R$ 600
Discos de freio (par) R$ 1.018 R$ 370
Pastilhas de freio (jogo) R$ 350 R$ 260
Amortecedores (os quatro) R$ 1.454 R$ 1.500

O que diz o proprietário

Nome: Fábio Tabarelli
Idade: 39 anos
Profissão: empresário
Cidade: Guarulhos (SP)

O que eu adoro:“É muito versátil e ignora as condições da via graças à elevada altura do solo: as suspensões independentes nas quatro rodas garantem conforto e estabilidade, no asfalto ou fora dele.”

O que eu odeio:“A transmissão CVT é o ponto fraco do carro: tem reações muito lentas, apresenta aquecimento no uso intenso em altas velocidades e ainda compromete acelerações, retomadas e até o consumo.”

Teste de desempenho e consumo (com gasolina) – Mitsubishi ASX 2.0 16V CVT AWD

  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,2 s
  • Aceleração de 0 a 1.000 m: 33,7 s – 156,8 km/h
  • Retomada de 40 a 80 km/h (em D): 5,5 s
  • Retomada de 60 a 100 km/h (em D): 6,8 s
  • Retomada de 80 a 120 km/h (em D): 9,1 s
  • Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0: 16,6 / 29,4 / 68,2 m
  • Consumo urbano: 6,9 km/l
  • Consumo rodoviário: 9,8 km/l

Ficha técnica – Mitsubishi ASX 2.0 16V CVT AWD

  • Preço: R$ 128.490
  • Motor: gas., diant., transv., 4 cil., 16V, 1.998 cm3, 160 cv a 6.000 rpm, 25,5 mkgf a 4.200 rpm
  • Câmbio: automatico, 6 marchas, tração integral
  • Suspensão: McPherson(diant.) / multilink (tras.)
  • Freios: discos ventilados (diant.) / discos sólidos (tras.)
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: 225/55 R18
  • Dimensões: comp., 436 cm; largura, 178 cm; altura, 163,5 cm; entre-eixos, 267 cm; peso, 1.480 kg; tanque, 60 l; porta-malas, 415 l
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