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Carros elétricos batem recorde de vendas mundialmente e crescem 30% no Brasil

Mercado global cresceu 20%, chegando a 20,7 milhões de veículos, impulsionado pelo desempenho na China e Europa; EUA desacelera com fim dos incentivos fiscais

Por Nicolas Tavares 17 jan 2026, 07h17
Geely
Será lançado em novembro, com preços entre R$ 130.000 e R$ 150.000 (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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O mercado de carros elétricos encerrou 2025com recordes históricos de emplacamentos, tanto no cenário global quanto no Brasil. Segundo dados da consultoria Benchmark Mineral Intelligence (BMI) e da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), as vendas mundiais chegaram a 20,7 milhões de unidades. No Brasil, o avanço da transição energética ficou evidente com o salto nos modelos totalmente elétricos.

No mercado nacional, os carros elétricos registraram 80.178 unidades vendidas. O volume representa 36% do total de veículos eletrificados comercializados no país e um crescimento de 30% em relação às 61.615 unidades de 2024.

A expectativa é de nova expansão em 2026, impulsionada pela chegada de mais opções em diferentes segmentos, como Chevrolet Spark e Captiva, Geely EX2, Leapmotor C10 e B10, entre outros.

BYD Dolphin Mini 2026
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Europa e China em ritmos distintos

Globalmente, a expansão dos elétricos foi de 20% na comparação anual. A Europa se destacou com crescimento de 33%, somando 4,3 milhões de unidades, e superou a China em ritmo de avanço. Esse desempenho ocorreu mesmo após a União Europeia flexibilizar, em maio, parte das metas de emissões.

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Na China, maior mercado do mundo, as vendas de carros elétricos em 2025 totalizaram 12,9 milhões de unidades, alta de 17%. O crescimento mais moderado é atribuído à base elevada de comparação em 2024 e à saturação do mercado interno, o que levou marcas como a BYD a priorizarem exportações em busca de margens de lucro maiores.

Ram 1500 Ramcharger

América do Norte na contramão

Nos Estados Unidos, o cenário seguiu na direção oposta. Com a posse de Donald Trump e o fim dos incentivos federais, fabricantes como a GM cancelaram contratos com fornecedores de baterias. Para manter o interesse do consumidor, a alternativa encontrada foi apostar nos carros elétricos de autonomia estendida (REEV).

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Diferentemente dos híbridos convencionais, modelos como a RAM Ramcharger 1500 e a Ford F-150 Lightning REEV utilizam o motor a combustão apenas como gerador. Assim, mantêm o torque imediato característico dos elétricos, mas reduzem a chamada ansiedade de autonomia — um ponto crítico em regiões com infraestrutura de recarga limitada.

O fim dos créditos fiscais teve impacto direto no mercado norte-americano. As vendas cresceram apenas 1% em relação a 2024. O efeito da nova política foi mais forte no último trimestre, que registrou queda de 49%, após os recordes de agosto e setembro, quando consumidores anteciparam compras antes do encerramento dos incentivos.

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Leapmotor C10

Cenário para o “Resto do Mundo”

Fora dos grandes mercados, o crescimento global das vendas de eletrificados chegou a 48%. Na América do Sul, marcas chinesas já respondem por 85% das vendas de eletrificados. No Brasil, o avanço dos carros elétricos em 2025 reflete tanto a ampliação da oferta quanto a instalação de novas plantas produtivas, como as da GWM e da BYD, que iniciam a nacionalização de componentes.

Para 2026, a projeção aponta um cenário desafiador na América do Norte, com estimativa de queda de até 30% nas vendas. Na China, os carros elétricos passarão a pagar 50% do imposto de compra, perdendo a isenção total, o que deve forçar uma nova readequação de preços em todo o segmento.

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