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Renault Megane E-Tech 2027 ganha novo design e promete até 499 km de autonomia

Hatch elétrico francês ganha dianteirai nspirada no novo Captur, adota bateria maior com recarga rápida e mas fica mais lento no zero a 100 km/h

Por Nicolas Tavares 22 jun 2026, 19h00
Carro Renault Megane E-Tech Electric azul-petróleo com teto preto, faróis e luzes diurnas em LED, rodas esportivas pretas, estacionado em estúdio branco
 (Divulgação/Renault)
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A Renault apresentou na Europa a primeira grande atualização do Renault Megane E-Tech, hatch elétrico que adota uma identidade visual mais agressiva e melhorias na autonomia para tentar reagir no mercado global. O modelo abandonou as linhas arredondadas na dianteira para adotar o mesmo padrão visual visto recentemente nos novos Captur e Symbioz.

O hatch médio, que no mercado brasileiro é vendido por R$ 279.990 e concorre na faixa de preço de modelos como BYD Yuan Plus (R$ 269.990), tenta corrigir sua principal desvantagem técnica frente aos rivais de nova geração: o alcance com apenas uma carga de bateria.

Carro SUV Renault Megane E-Tech elétrico azul-marinho com teto preto, visto de traseira e lateral, sobre fundo branco
(Divulgação/Renault)

A grande mudança mecânica está sob o assoalho. A engenharia da marca substituiu o antigo pacote de baterias de 60 kWh por um novo conjunto de fosfato de ferro-lítio (LFP) com 67 kWh. Com o novo componente, a autonomia declarada no ciclo europeu WLTP saltou de 459 km para 499 km (um ganho importante de 40 km).

A arquitetura elétrica também foi revista para aceitar uma potência de recarga em corrente contínua (DC) de até 165 kW, permitindo regenerar de 15% a 80% da energia em 24 minutos.

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Embora o alcance tenha melhorado, a troca de componentes gerou um efeito colateral na dinâmica do veículo. O motor elétrico dianteiro foi mantido sem alterações, entregando os mesmos 220 cv e torque imediato de 30,6 kgfm. Por conta do peso extra do novo arranjo de baterias LFP, o tempo de aceleração de zero a 100 km/h subiu de 7,5 segundos para 7,6 segundos (0,1 segundo mais lento). Para mitigar o impacto do aumento do peso na dirigibilidade, a Renault recalibrou o sistema de direção assistida e modificou a carga de molas e amortecedores da suspensão.

Visualmente, a mudança foca na esportividade prometida pela marca. O para-choque antigo deu lugar a uma peça com tomadas de ar triangulares pronunciadas nas extremidades e faróis full-led mais afilados. Novas opções de rodas de liga leve foram integradas ao catálogo, além da pintura azul Satin como opção de acabamento para a carroceria.

Interior de um carro moderno com volante multifuncional e tela vertical exibindo um mapa de navegação. O painel é preto com detalhes em costura azul e saídas de ar horizontais.
(Divulgação/Renault)
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No interior, a disposição das duas telas integradas no painel permanece idêntica, mas o sistema de entretenimento OpenR Link recebeu uma atualização profunda de processamento. A central multimídia agora integra nativamente o assistente de inteligência artificial Google Gemini, expandindo a loja de aplicativos nativos para mais de 100 opções transferíveis. Outra novidade eletrônica é o sistema de reconhecimento biométrico do condutor, que ajusta automaticamente a posição de condução, preferências de climatização e espelhos ao identificar quem está ao volante.

A gama de configurações foi simplificada no mercado europeu e passa a ser composta apenas pelas versões Techno e Esprit Alpine, esta última com apelo estético esportivo. Ambas receberam um reforço no pacote de assistências ao condutor (ADAS), incluindo novos sensores de ponto cego e frenagem autônoma de emergência aprimorada.

O início das vendas e os preços oficiais para o mercado europeu ainda não foram detalhados. Com vendas fracas, sua chegada ao Brasil não está definida. A marca francesa tem mudado a estratégia desde que transformou a operação nacional em uma joint venture com a Geely e pode deixar os carros elétricos para o parceiro chinês.

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