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Nova geração do BYD Dolphin Mini não vem ao Brasil antes de 2028; entenda

Hatch elétrico cresce mais de 40 cm, adota motor de 129 cv e conviverá com o modelo nacional de entrada como opção mais espaçosa

Por Henrique Rodriguez com Paulo Campo Grande, de Camaçari (BA) 17 jul 2026, 07h00
Carro elétrico BYD Dolphin Mini rosa claro, visto de frente e lateral, com rodas pretas e detalhes escuros na parte inferior, sobre piso cinza reflexivo e fundo branco
 (MIIT/Reprodução)
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A nova geração do BYD Dolphin Mini está oficialmente confirmada para o mercado brasileiro, mas o consumidor interessado no aumento das dimensões e no ganho de potência precisará ter paciência. O anúncio foi feito por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da fabricante chinesa, durante um evento na fábrica de Camaçari, na Bahia, revelando que o hatch elétrico reformulado desembarcará no País apenas depois de 2028.

Na verdade, a nova geração do Dolphin Mini nem sequer foi lançada na China, onde chama-se Seagull. O compacto elétrico de nova geração será exclusivo do seu mercado doméstico no primeiro ano de produção, focado em superar o Geely EX2 (Xingyuan), que superou os volumes de venda do BYD no mercado chinês. Só em 2028 é que a nova geração começará a ser exportada.

Carro compacto elétrico rosa-claro com detalhes em preto, visto de traseira e lateral, sobre piso cinza. Possui rodas pretas, lanternas traseiras horizontais e para-choque com apliques pretos e rosa.
(MIIT/Reprodução)

A diferença entre as duas gerações é tamanha que a segunda geração não aposentará o carro atual, que é produzido em Camaçari (BA). O Dolphin Mini montado em solo baiano continuará em linha como a opção de entrada da marca, enquanto a nova geração chegará posicionada um degrau acima, atuando como uma alternativa maior, mais potente e refinada para enfrentar a concorrência que se agita no segmento. Quem pode estar em risco nessa é o Dolphin GS.

O hatch elétrico que evoluiu

A nova geração do BYD Dolphin Mini foi antecipada por documentos de homologação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), revelando uma transformação profunda na estrutura do veículo. O subcompacto urbano cresceu tanto que passará a brigar na categoria de hatches compactos de igual para igual.

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Carro compacto rosa metálico, visto de perfil, com detalhes em preto fosco na parte inferior da carroceria e nas rodas. O interior claro é visível pelas janelas. O veículo está parado em um estúdio com fundo cinza claro e chão escuro.
(MIIT/Reprodução)

O novo modelo alcança 4,20 m de comprimento, o que representa um aumento de 42,5 cm em relação ao atual. A distância entre os eixos foi ampliada em 15 cm, totalizando 2,65 m. Na prática, esse ganho de porte posiciona o modelo exatamente na mesma faixa do Geely EX2, que mede 4,13 m de comprimento e possui o mesmo entre-eixos de 2,65 m.

O novo modelo também supera em comprimento o Dolphin GS vendido no Brasil (4,12 m) e reduz significativamente a distância para as configurações maiores do Dolphin convencional. Com largura de 1,81 m (+11 cm) e altura mantida em 1,57 m, o peso em ordem de marcha subiu para 1.180 kg na versão básica e 1.255 kg na mais completa, homologada para cinco ocupantes.

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Mais fôlego com motor de 129 cv

Para compensar o ganho de peso, a fabricante substituiu o antigo motor elétrico dianteiro de 75 cv por um de 129 cv. O incremento eleva a velocidade máxima declarada de 130 km/h para 150 km/h, conferindo fôlego extra para trajetos rodoviários.

Traseira de um carro elétrico BYD Seagull rosa claro, com lanternas horizontais finas e o nome da marca em destaque. O para-choque tem detalhes em preto e rosa, e o vidro traseiro escuro revela os encostos de cabeça dos bancos. O veículo está em um estúdio com fundo cinza claro
(MIIT/Reprodução)

As baterias Blade, de fosfato de ferro-lítio (LFP), permanecem. No entanto, os documentos de homologação ainda não detalham a capacidade nominal do conjunto em kWh e nem os números finais de autonomia declarada.

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Nova identidade visual e recursos semiautônomos

Visualmente, a BYD descartou a possibilidade de realizar um mero facelift e desenvolveu uma carroceria totalmente inédita. A dianteira exibe faróis poligonais estreitos e vincos bem demarcados no para-choque, enquanto as laterais ganham superfícies limpas, maçanetas semi-ocultas e colunas pretas que dão a sensação de teto flutuante.

Na traseira, as lanternas deixaram de ser integradas por uma régua contínua e passaram a adotar blocos independentes trapezoidais em LED, separados pela identificação da marca. O catálogo de homologação lista novas opções de rodas de 16 polegadas com pneus 205/60 R16, além de uma câmera de assistência à condução instalada junto ao break-light traseiro, indicando a inclusão de recursos de assistência ADAS.

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