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Nova marca da Chery vai invadir o Japão com rival elétrico para o Nissan Sakura

Batizada de Emta, joint venture liderada pela Chery quer quebrar o protecionismo no Japão com um kei car elétrico

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 Maio 2026, 09h43
Carro elétrico compacto branco com teto preto, faróis retangulares com contorno em LED, grade frontal preta e rodas com design geométrico, visto de frente em ângulo levemente lateral
 (Emta/Divulgação)
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O Grupo Chery anunciou uma ofensiva inédita para tentar romper as barreiras de um dos mercados automotivos mais peculiares do mundo. A fabricante uniu forças com empresas asiáticas para criar uma joint venture focada no desenvolvimento de veículos elétricos compactos para o Japão. Batizada comercialmente como Emta, a nova marca fará sua estreia oficial no mercado japonês em 2027 com o lançamento de um kei car elétrico projetado para desafiar marcas locais tradicionais, como Suzuki e Nissan.

A investida acontece por meio da aliança Electric Mobility Technology (EMT), sediada em Singapura, na qual a Chery detém 27,27% de participação e assume a responsabilidade técnica pelo fornecimento de plataformas, motorizações e arquitetura eletrônica. O arranjo estratégico inclui o grupo chinês Jiangsu Yueda na produção dos veículos, a gigante das baterias Gotion, a especialista em pintura Anest Iwata e, crucialmente, a rede varejista japonesa Autobacs Seven, que cederá sua ampla infraestrutura de lojas físicas para viabilizar as vendas e a distribuição dos carros em solo japonês.

Para contornar a natural resistência do consumidor local a produtos estrangeiros, a Emta recrutou executivos veteranos com passagens por Honda, Mazda e Nissan para liderar o desenvolvimento do projeto. Susumu Uchikoshi, ex-CEO da Nissan na China, ocupa o cargo de Diretor de Marketing, enquanto o chinês He Xiaoqing, ex-presidente da joint venture Changan-Ford, ocupa o cargo de CEO da EMT.

Quatro carros em fila contra um fundo laranja-escuro. O primeiro, à esquerda, é um carro compacto branco com teto azul e faróis acesos. Os outros três são silhuetas escuras com faróis acesos, sugerindo diferentes modelos de veículos
(Emta/Divulgação)
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O primeiro resultado visual dessa estratégia é o Emta #01, um kei car bem quadrado que mede exatamente 3,40 m de comprimento por 1,48 m de largura. A carroceria aposta em uma dianteira curta com faróis interligados por uma máscara preta, teto com pintura contrastante e portas traseiras corrediças, solução mecânica essencial para otimizar o acesso à cabine em vagas urbanas apertadas.

Plataforma chinesa e engenharia japonesa

Embora os dados técnicos detalhados ainda sejam mantidos sob sigilo, o Emta #01 utilizará uma base estrutural desenvolvida pela Chery combinada a um pacote de baterias fornecido pela Gotion. Para atender à legislação estrita que rege o segmento de kei cars no Japão, o modelo deve adotar um motor elétrico dianteiro limitado a 64 cv, teto máximo de potência permitido por lei para a categoria (o que representa um empate técnico com os rivais nativos).

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A engenharia promete rechear o modelo com tecnologias de conectividade que costumam faltar aos concorrentes tradicionais a combustão. O pacote incluirá atualizações automáticas via satélite (over-the-air), comandos remotos integrados por aplicativo de celular e sistemas de assistência ao motorista (ADAS) com condução autônoma de Nível 2.

SUV branco com lanternas traseiras vermelhas brilhantes e a sigla
(Emta/Divulgação)
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Além disso, o compacto terá a função de carregamento bidirecional, permitindo fornecer energia da bateria do carro para alimentar aparelhos externos ou residências em situações de emergência.

O plano de expansão contra as marcas locais

A Emta pretende precificar o hatch #01 em patamar equivalente ao de modelos convencionais a combustão do mercado japonês. Como referência, o Nissan Sakura, atual líder entre os compactos elétricos no Japão, é comercializado por valores que variam entre 2,45 e 3 milhões de ienes (o que equivale algo entre R$ 77.910 e R$ 95.400 no câmbio atual).

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O plano da joint venture é expandir a gama com mais três modelos elétricos até 2029, englobando um hatch compacto maior, um crossover e uma minivan. Caso as metas de venda sejam atingidas, o grupo estuda abrir uma fábrica própria em território japonês após 2030.

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