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Ferrari mostra as tecnologias inusitadas do seu primeiro carro elétrico

O Ferrari Elettrica será o primeiro modelo 100% elétrico de Maranello, com mais de 1000 cv e tecnologia inédita que redefine o futuro da marca

Por Joaquim Oliveira
9 out 2025, 05h30 • Atualizado em 9 out 2025, 09h10
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 (Divulgação/Ferrari)
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  • Começa a se concretizar o primeiro carro da Ferrari totalmente elétrico da história. O Elettrica (ainda um nome provisório…) será oficialmente apresentado em meados de 2026, mas estivemos em Maranello para conhecer a tecnologia que vai fazê-lo se mover exclusivamente a eletricidade.

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    É certo que a Ferrari começou a eletrificar os motores de seus superesportivos há cerca de 15 anos, portanto esse não é um território totalmente novo para a marca do cavallino rampante. Mas, desta vez, o envolvimento é muito mais profundo — vai muito além de adicionar um módulo elétrico e montar uma pequena bateria em uma estrutura existente. O Elettrica é inteiramente novo.

    Divulgação
    (Divulgação/Ferrari)

    O modelo estreia uma plataforma própria, nova suspensão, uma enorme bateria de 800 volts, todos os componentes de propulsão elétrica (inversores, motores etc.) e uma construção inédita para a Ferrari. Pouco se sabe sobre o interior, apenas que haverá espaço para quatro pessoas, o banco do motorista mais avançado na cabine, o volante terá dois manettinos (um para os modos de propulsão e outro para modos de condução), e o carro terá quatro portas.

    Carro final só no meio de 2026

    O interior do “Ferrari Elletrica” será revelado em janeiro, e o carro completo, no meio do ano, durante a primavera europeia. Quanto ao nome, ainda há dúvidas se o “Elettrica” será mantido. A decisão dependerá da reação do público e, principalmente, dos potenciais clientes.

    “Não se trata de uma revolução, porque continuaremos com nossos modelos de propulsão tradicional como os principais produtos da oferta. Mas incluir o primeiro Ferrari elétrico no nosso catálogo é, sem dúvida, um momento histórico”, explica Gianmaria Fulgenzi, diretor de desenvolvimento de Produto da Ferrari desde 2022.

    Divulgação
    (Divulgação/Ferrari)
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    A marca pretende honrar o compromisso do seu fundador, Enzo Ferrari, que em 1947 declarou querer “encantar seus clientes seja qual for a tecnologia”. Dentro dessa lógica, “seduzir novos clientes que nunca consideraram comprar um Ferrari faz todo sentido”, comenta Fulgenzi.

    Plataforma inédita e foco em desempenho

    Pouco se sabe sobre o formato da carroceria do Elettrica, além do fato de que terá duas fileiras de bancos e entre-eixos curto, para reencarnar o espírito das berlinettas de motor central-traseiro. A posição de condução avançada deve contribuir para uma sensação de pilotagem mais precisa e dinâmica.

    Os primeiros modelos eletrificados da Ferrari — como o 599 HY-KERS, o LaFerrari, o SF90 Stradale, o 296 GTB e o 849 Testarossa — serviram de base técnica para o desenvolvimento do Elettrica. Segundo Fulgenzi, são mais de 60 patentes registradas, e tanto o chassi quanto a carroceria são feitos com 75% de alumínio reciclado.

    Bateria desenvolvida em Maranello

    plataforma
    (Divulgação/Ferrari)

    Projetada e montada na própria fábrica, a bateria tem 122 kWh e densidade energética de 280 Wh/l — a mais alta entre os elétricos atuais. A Ferrari desenhou e fabrica a maior parte dos componentes para garantir que o Elettrica seja “um Ferrari para toda a vida”.

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    As baterias poderão ser substituídas em módulos individuais, o que permitirá futuras atualizações químicas e de desempenho. São 15 módulos com 210 células fornecidas pela coreana SK, posicionadas entre os eixos para garantir um centro de gravidade 8 cm mais baixo que o de um modelo equivalente a combustão. O sistema de 800 V permite recarga a até 350 kW, capaz de adicionar 300 km de autonomia em apenas 20 minutos.

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    (Divulgação/Ferrari)

    Cada roda é movida por seu próprio motor, o que permite vetorização de torque independente, melhorando o comportamento dinâmico. O eixo dianteiro pode ser desacoplado em 0,5 segundo, permitindo rodar apenas com tração traseira em certas condições. A autonomia estimada é de 530 km, com consumo médio próximo de 24 kWh/100 km.

    O Elettrica tem dois eixos elétricos, cada um com dois motores síncronos de ímãs permanentes com rotores Halbach. Juntos, entregam mais de 1.000 cv e 106 kgfm de torque total. O eixo dianteiro gera 286 cv e o traseiro, 843 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 2,5 s, e a velocidade máxima chega a 210 km/h. O SF90 XX Stradale ainda é mais rápido (2,3 s e 230 km/h), mas o desempenho do Elettrica é notável considerando seus 2.300 kg.

    Suspensão ativa e chassi com subestrutura amortecida

    Suspensão
    (Divulgação/Ferrari)
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    O Elettrica estreia o primeiro subchassi amortecido da Ferrari, feito em alumínio reciclado, que reduz ruído e vibração. É que na falta do típico som de um carro da Ferrari, esses ruídos comprometeriam a experiência do motorista. Feito em alumínio reciclado, esse subchassi permite espaçar mais os coxins, que assim se tornam mais eficazes na absorção de imperfeições no piso.

    Subchassi da Ferrari Elettrica
    Subchassi da Ferrari Elettrica (Divulgação/Ferrari)

    O carro tem eixo traseiro direcional, que gira até 2,15° em ambas as direções, e a terceira geração da suspensão ativa da marca. Esta é, por outro lado, a terceira geração da suspensão ativa da Ferrari, seguindo-se à estreada no SUV Purosangue e à segunda aplicação no F80. Em cada amortecedor há um motor elétrico alimentado por um sistema de 48 volts para que também o amortecimento seja controlado individualmente em cada roda. Quer dizer que cada roda é movida individualmente, tem controlo próprio da sua rotação e o seu amortecimento também gerido de forma independente das outras três. Uma complexidade técnica difícil de imaginar.

    O desafio do som

    Divulgação
    (Divulgação/Ferrari)

    A Ferrari decidiu não replicar sons de motor a combustão nem criar sons digitais. “Queremos que o eixo elétrico tenha sua própria voz”, explica Fulgenzi. Para isso, foi instalado um acelerômetro que capta o som diretamente no metal do eixo. Segundo ele, é como comparar uma guitarra acústica, que ressoa naturalmente, com uma guitarra elétrica, cujo som precisa ser amplificado. Resta descobrir como soa essa “voz elétrica” — e se conseguirá substituir a emoção visceral dos motores V8 e V12 da marca.

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    Um novo local para ser testado

    Nesta semana, a Ferrari também inaugurou uma nova pista de testes em Fiorano Modenese, na Itália, batizada de e-Vortex. O novo circuito, construído em menos de quatro meses ao lado da tradicional pista de Fiorano, será dedicado aos testes funcionais de carros que acabaram de sair da linha de produção. O objetivo é transferir gradualmente as avaliações feitas em vias públicas para um ambiente controlado, permitindo análises mais precisas e repetitivas, além de reduzir o impacto no trânsito local.

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    (Divulgação/Ferrari)

    A nova infraestrutura foi projetada para atender aos requisitos de desenvolvimento e validação mais avançados da marca, com foco na segurança. A pista possui diferentes setores para analisar aspectos específicos de desempenho e dirigibilidade, incluindo duas curvas largas com inclinação, uma reta principal e trechos para estudo de comportamento dinâmico. Além disso, o e-Vortex conta com superfícies de piso especiais que permitem análises aprofundadas de conforto e performance.

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