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China manterá motores a combustão vivos após 2040 com foco em híbridos

Novo plano estratégico chinês Roadmap 3.0 prioriza a eletrificação gradual e projeta que híbridos e elétricos com extensor dominem o mercado até 2040

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 dez 2025, 09h54
Conjunto mecânico híbrido da Chery
 (Divulgação/Chery)
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Enquanto a Europa o debate sobre o fim dos motores a combustão, a China traçou uma rota mais pragmática para as próximas duas décadas. O novo plano estratégico “Energy-Saving and New Energy Vehicle Technology Roadmap 3.0” confirma que os motores a combustão não morrerão no maior mercado automotivo do mundo.

Na verdade, os motores a combustão serão peça fundamental para garantir a sobrevivência da indústria chinesa.

A meta é da China é que, até 2035, todos os carros de passeio novos vendidos com motores a combustão deverão ser híbridos. Isso inclui desde híbridos plenos (HEV) até híbridos plug-in (PHEV) e elétricos com extensor de autonomia (EREV). A previsão é que esses veículos ainda representem um terço das vendas totais de automóveis de passeio em 2040, enquanto nos comerciais leves a divisão será de exatos 50% entre híbridos e elétricos.

Eficiência e transição energética

O plano chinês foca na transformação do motor de combustão interna em um ativo de alta eficiência. A ideia é que o propulsor deixe de ser o protagonista isolado para atuar como suporte em sistemas elétricos, reduzindo emissões sem sacrificar a estabilidade da cadeia de suprimentos.

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BYD DM-i Hybrid Technology
Plataforma BYD DM-i de quarta geração (Divulgação/BYD)
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Segundo a China Society of Automotive Engineers (CSAE), essa abordagem garante a competitividade global das marcas chinesas frente às metas de descarbonização. A China projeta que as emissões de carbono do setor atinjam seu pico em 2028. A partir daí, espera-se uma queda drástica de mais de 60% até 2040, impulsionada não apenas pela eficiência dos novos motores térmicos, mas também pela digitalização e evolução dos métodos de produção.

Tecnologia e condução autônoma

Além da mecânica, o Roadmap 3.0 estabelece metas ambiciosas para a tecnologia embarcada. A projeção é que veículos com nível 4 de condução autônoma — capazes de operar sem intervenção humana em quase todas as situações — sejam comuns até 2040. As primeiras aplicações comerciais de nível 5, a autonomia total e irrestrita, devem surgir no final da próxima década.

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Diferente da Europa, que tenta eliminar quase que por completo os motores a combustão para reduzir emissões em 90% até 2035, a China aposta na convivência entre tecnologias. O objetivo no melhor cenário é que os elétricos (BEV) dominem 80% do mercado em 2040, mas mantendo a infraestrutura para os híbridos como uma salvaguarda industrial e prática para o consumidor.

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