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BYD Dolphin Mini 2026 mantém virtudes e passa a ter uma boa suspensão

Suspensão "molenga" fica no passado e o Dolphin Mini passa a ter uma dirigibilidade muito mais acertada e segura; mudança não foi divulgada pela BYD

Por Guilherme Fontana Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 out 2025, 16h59 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h20
BYD Dolphin Mini 2026
BYD Dolphin Mini 2026 (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Reconhecer e reparar erros são grandes virtudes, e a BYD tem aprendido isso com o Brasil. Prova é a linha 2026 do Dolphin Mini que, apesar de estar na confortável posição o carro elétrico mais vendido do país, passou por importantes atualizações e corrigiu suas maiores falhas. Mas há outras novidades menores e alguns deslizes permanecem.

A primeira atualização é que o subcompacto elétrico passa a ser oferecido em versão única, de cinco lugares, por R$ 119.990 – faixa ocupada pelas versões intermediárias de hatches compactos a combustão. A antiga configuração para quatro ocupantes, apresentada no lançamento, deixa de existir.

BYD Dolphin Mini 2026

No visual, há outras três novidades discretas. Além dos neutros branco (Apricity White) e preto (Polar Night Black), e do berrante verde (Sprout Green), o Dolphin Mini agora pode ter a carroceria em um suave tom de azul metálico (Glacier Blue). As rodas também são novas, embora o desenho seja semelhante ao anterior e mantenham as 16 polegadas e os pneus 175/55. Por fim, a frase de efeito “Build Your Dreams”, nome da marca por extenso, foi substituída na tampa traseira apenas por “BYD”.

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Não há qualquer outra alteração na aparência no Dolphin Mini 2026, que não recebeu a reestilização promovida na China. Permanecem então os faróis e as lanternas com iluminação em led e acendimento automático, e os para-choques com recortes angulosos.

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Por dentro, o modelo também mantém o que já foi visto, como o visual moderno e o bom acabamento para sua faixa de preço. Há materiais macios e com revestimento sintético no painel, nas portas e no console central, além de bons porta objetos.

BYD Dolphin Mini 2026
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Por outro lado, ele também preserva erros: poderia ter opções de revestimentos mais discretos além do azul, que tem ainda detalhes em laranja e tende a enjoar com o passar do tempo. Quando a carroceria é pintada em branco, preto ou o novo azul, o interior tem a tonalidade mais escura, como na unidade testada. Para a carroceria verde, o interior é mais claro, mas ainda azul. Uma opção em preto seria bem-vinda.

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BYD Dolphin Mini 2026
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

O quadro de instrumentos é digital de 7 polegadas (com mostradores separados para diferentes funções) e, a central multimídia, tem tela giratória de 10,1 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay. O layout da multimídia é o mesmo dos demais carros da marca, com diversos menus e submenus que acabam por confundir o usuário, e possibilidade de personalização da aparência.

BYD Dolphin Mini 2026
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
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BYD Dolphin Mini 2026
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Ainda entre os equipamentos, o Dolphin Mini continua muito bem: tem carregador por indução, ar-condicionado automático (que não é digital e tem apenas uma zona), banco do motorista com ajustes elétricos, chave presencial (com opção de chave digital via NFC), freio de estacionamento eletrônico, câmeras 360°, piloto automático, sensores de estacionamento traseiros e seis airbags.

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A ausência de auxílios à condução (ADAS) como piloto automático adaptativo, alertas de pontos cegos, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência se justifica pelo preço e posicionamento do subcompacto.

BYD Dolphin Mini 2026
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

O espaço interno surpreende para um carro tão pequeno e com apenas 2,5 metros de entre-eixos – 20 cm a menos em relação ao Dolphin convencional. Pessoas de estatura média viajam com conforto no banco traseiro, tanto pelo espaço para pernas e cabeça, quanto pelo assoalho plano. Isso ajuda a acomodar uma terceira pessoa no banco central, já que agora o Dolphin Mini permite levar até cinco pessoas. Neste caso, porém, haverá aperto lateral. O porta-malas é pequeno, como se espera: tem 230 litros, menos do que os 290 l de um Renault Kwid.

Era o que faltava

BYD Dolphin Mini 2026
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

O BYD Dolphin Mini 2026 não teve atualizações no sistema de propulsão, ou seja, mantém o motor elétrico dianteiro de 75 cv de potência e 13,8 kgfm de torque. Com esses números, em nossos testes, o modelo levou 14,9 segundos para ir de 0 a 100 km/h.

Na prática, é um desempenho semelhante ao de um hatch compacto com motor 1.0 aspirado, mas com a vantagem do torque instantâneo. Ou seja, vai muito em rodagens urbanas, a que ele se propõe, com boas saídas e retomadas. Na rodovia, ele não deixa a desejar, desde que não se tente fazer ultrapassagens que exijam mais agilidade.

BYD Dolphin Mini 2026
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

A bateria também é a mesma, de 38 kWh, que promete uma autonomia de 280 km segundo o ciclo PBEV, do Inmetro. Em nossos testes, porém, o consumo (12km/kWh na cidade e 9,2 km/kWh na estrada) mostrou um alcance médio projetado de 402 km. Para recargas lentas, em corrente alternada, a potência máxima é de 6,6 kW. Para as rápidas, em corrente contínua, a máxima chega aos 40 kW.

Mas, apesar de não ter mudanças em motorização e bateria, o Dolphin Mini parece ser outro carro na linha 2026. Isso porque a BYD corrigiu o ajuste de suspensão do modelo, fortemente criticado no lançamento por ser “molenga” demais e fazer o modelo quicar como se não houvesse amortecedores na traseira. A qualquer imperfeição do solo, ou lombadas e valetas, a traseira parecia solta. Isso acabou.

BYD Dolphin Mini 2026
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

A marca promoveu alterações (sem detalhar quais) e deixou a suspensão do hatch mais firme, em um ajuste ideal. Agora, mesmo com os balanços reduzidos e uma maior firmeza, o modelo fica mais confortável e seguro pela estabilidade.

A mudança é tão perceptível que, mesmo sem qualquer tipo de divulgação por parte da BYD, foi possível sentir a diferença logo nos primeiros metros rodados. Em resposta à QUATRO RODAS sobre a novidade, a empresa disse que a atualização foi realizada “visando adaptar melhor o veículo às preferências dos consumidores brasileiros”.

Isso afeta também a direção do subcompacto que, apesar de não mudar mecanicamente, faz um melhor casamento com a nova suspensão e garante uma dirigibilidade mais agradável.

Veredicto

O Dolphin Mini 2026 muda onde precisava e, agora, fica ainda mais interessante do que no lançamento. O novo ajuste de suspensão dá uma nova vida ao subcompacto, que mantém ainda bons atributos como espaço, equipamentos e acabamento.

Ficha Técnica – BYD Dolphin Mini

Motor: elétrico, diant., transv., 75 cv, 13,8 kgfm
Câmbio: automático, 1 marcha, tração dianteira
Direção: elétrica, 9,9 m (diâmetro de giro)
Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
Freios: disco ventilado (diant.) e disco sólido (tras.) com recuperação de energia
Pneus: 175/55 R16
Dimensões: compr., 378 cm; larg., 171 cm; altura, 154 cm; entre-eixos, 250 cm; peso, 1.160 kg; porta-malas, 230 l
Bateria: fosfato de ferro-lítio, Blade 38 kWh, autonomia de 280 km (Inmetro)
Carregamento: tipo 2 (AC) a 6,6 kW; CCS2 (DC) a 40 kW

Teste Quatro Rodas – BYD Dolphin Mini

Aceleração
0 a 100 km/h 14,9 s
0 a 1.000 m 36,9 s – 130,7 km/h
Velocidade máxima 130,7 km/h
Retomadas
D 40 a 80 km/h 6,1 s
D 60 a 100 km/h 9,4 s
D 80 a 120 km/h 14,4 s
Frenagens
60/80/120 km/h a 0 15,8/28,1/64,6 m
Consumo
Urbano 12 km/kWh
Rodoviário 9,2 km/kWh
Ruído interno
Neutro/RPM máx. n/d / – dBA
80/120 km/h 60,6/74 dBA
Aferição
Velocidade real a 100 km/h 97 km/h
Rotação do motor a 100 km/H n/d
Volante 2,7 voltas
Seu Bolso
Preço básico R$ 119.990
Garantia 5 anos

 

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