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Por que carros híbridos têm rodas com desenho mais ‘fechado’?

Desenho e tamanho das rodas e calotas não são puramente estéticos e também influenciam no consumo do veículo

Por Leonardo Barboza 18 fev 2022, 10h21 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h04
Toyota Prius
Rodas para eletrificados têm visual característico (Marco de Bari/Quatro Rodas)
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Por que os veículos híbridos ou elétricos geralmente utilizam rodas de liga leve com o seu desenho mais fechado?

Rodrigo Reinert, Curitiba (PR)

Quem responde é o engenheiro Ricardo Takahira, da SAE Brasil: “Ligas leves nem tanto, mas com certeza pneus mais estreitos e silenciosos, pois a rumorosidade nesses veículos é muito mais percebida pelo baixo ou nenhum ruído, senão aquele gerado pela própria rodagem do pneu.

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Além da característica de alto torque e resposta rápida dos motores elétricos. Como o uso do freio é também menor por causa da frenagem regenerativa, não há necessidade de grandes aberturas e ventilação de disco e pastilhas ou lona do tambor de freio, podendo as rodas e calotas serem mais fechadas com outros resultados estéticos”.

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O Toyota Prius, por exemplo, era vendido no Brasil com rodas de liga leve cobertas por uma calota, cuja função primária é aerodinâmica.

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Roda Prius
As calotas do Prius são posicionadas sobre os aros de liga-leve (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Elas são projetadas para reduzir a turbulência provocada pelas rodas com o veículo em movimento, ajudando a melhorar a eficiência aerodinâmica do Prius e, com isso, reduzir o consumo de combustível.

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Refrigeração x visual

Para desenvolver rodas de automóveis é preciso resolver uma equação complexa. O conjunto precisa ser leve, permitir a boa ventilação do freio, aguentar os impactos do solo e, ainda por cima, ser bonita.

Aros muito fechados, como as icônicas Orbital do Volkswagen Gol GTS, não teriam espaço em veículos modernos de alta performance, sobretudo os que possuem freios enormes — caso da maioria dos SUVs superesportivos.

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Por outro lado, as rodas enormes tão desejadas pelo time de design e marketing das fabricantes provocam longos debates com a equipe de engenharia. O problema é que aros grandes, além de caros, também são mais pesados e exigem pneus de perfil menor.

Isso afeta diretamente a dinâmica do carro, e pode prejudicar o conforto do veículo. Por esse motivo, por exemplo, a GM limitou por muito tempo a 15 polegadas o tamanho da roda de Onix, Cobalt e Spin.

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Edição 754 (Arte/Quatro Rodas)
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