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Teste de pista: Chevrolet Cruze hatch

Repetindo os passos do sedã, nova geração do Cruze hatch traz motor 1.4 turbo e boa oferta de equipamentos. Terá o Golf, enfim, um adversário à sua altura?

Por Péricles Malheiros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
23 dez 2016, 09h59 • Atualizado em 17 dez 2018, 16h12
Desenho do para-choque acentua a esportividade
Desenho do para-choque acentua a esportividade (Pedro Bicudo/)
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  • Dianteira do hatch também é exclusiva
    Dianteira do hatch também é exclusiva (Pedro Bicudo)

    A onda dos sedãs e, mais recentemente, dos SUVs compactos botou os hatches médios para escanteio no Brasil. Ainda assim, alguns modelos – Volkswagen Golf, Ford Focus e Peugeot 308 – resistem bravamente. O bolo é pequeno, mas tem mais um competidor louco para entrar na disputa por uma fatia: o novo Cruze hatch.

    Sabe-se lá o motivo, mas o nome oficial permanece o mesmo da geração anterior: Cruze Sport6. Para nós, assim como para o consumidor, segue o nome consagrado: Cruze hatch. O que importa mesmo é que ele seguiu seu irmão maior e deu um enorme salto evolutivo.

    O motor é o competente quatro cilindros 1.4 turbo flex de 153/150 cv. De acordo com a fábrica, a versão hatch é cerca de 15 kg mais leve que a sedã. Em nossa pista de testes, sempre com gasolina, ele obteve números bem parecidos: aceleração de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos (contra 9 segundos do sedã)) e consumo de 12 km/l na cidade e 15,8 km/l na estrada (contra 11,8 km/l e 15,9 km/l, respectivamente).

    Motor 1.4 turbo é o destaque, com 153 cv e 24,5 mkgf
    Motor 1.4 turbo é o destaque, com até 153 cv e 24,5 mkgf (Pedro Bicudo)

    Ao volante, é possível perceber o trabalho da engenharia da Chevrolet ao deixar a suspensão do hatchback um pouco mais rígida. Ou seja, para atender à clientela mais jovem dos hatches, a GM priorizou a esportividade em detrimento de parte da maciez.

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    O sistema de assistência da direção também foi recalibrado de acordo com esse raciocínio. Ainda assim, dificilmente alguém reclamará de dureza excessiva da suspensão ou da direção. Pelo contrário: dinamicamente, esse Cruze pode encarar o Golf e o Focus sem medo – e olha que, nesse quesito, essa dupla sempre foi a referência do segmento.

    Até a porta traseira, a carroceria do Cruze hatch é a mesma do sedã. A grande diferença, obviamente, está na região do porta-malas. Enquanto no sedã a placa de identificação é fixada na tampa, no hatch ela vai em um espaço trapezoidal no para-choque.

    Desenho do para-choque acentua a esportividade
    Desenho do para-choque acentua a esportividade (Pedro Bicudo)

    Este, por sua vez, tem desenho claramente mais esportivo, com porção inferior remetendo a um extrator de ar e placas refletoras (olhos de gato) embutidas em sinuosas molduras nas laterais.

    As lanternas, como no sedã, são bipartidas, fixadas na tampa e na carroceria. No topo, o aerofólio com brake light no centro reforça o estilo jovial.

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    Parece, mas não é

    Na frente, o hatch mostra um para-choque diferente do sedã. É uma peça baseada na da versão RS vendida no mercado norte-americano, mas com suporte de placa incorporado que, diga-se, causa menos estranheza do que a peça adaptada aplicada no sedã.

    A grade principal é dividida em seis andares e a linha inferior exibe faróis de neblina horizontais – no sedã, a grade tem cinco níveis e faróis redondos, com lente tipo olho de peixe.

    Cabine é exatamente igual á do Cruze sedã
    Cabine é exatamente igual à do Cruze sedã (Pedro Bicudo)
    Monitoramento da pressão dos pneus é de série desde a versão LT
    Monitoramento da pressão dos pneus é de série desde a versão LT (Pedro Bicudo/Quatro Rodas)

    No perfil, pneus com as mesmas medidas vistas no sedã (215/50 R17), porém montados em rodas com desenho exclusivo. As cores Azul Petróleo e Vermelho Glory (como a do modelo fotografado) também só serão oferecidas no hatch.

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    Com as vendas já iniciadas, o lançamento segue o catálogo do sedã. Ou seja, traz como versão de entrada a LT, seguida da mais completa LTZ. A primeira parte de R$ 89.990 e tem como destaque airbags laterais, interior preto, ESP, câmera de ré, monitoramento da pressão dos pneus, ar-condicionado automático, assistente de partida em rampa, volante multifuncional, start-stop, piloto automático e sistema multimídia MyLink com tela de 7 polegadas.

    Teto solar, indisponível no sedã, é de série no LTZ
    Teto solar, indisponível no sedã, é de série no LTZ (Pedro Bicudo)
    Espaço no banco traseiro é o mesmo
    Espaço no banco traseiro é o mesmo (Pedro Bicudo)

    O primeiro nível da LTZ (R$ 101.190) acrescenta airbags de cortina, interior bicolor, faróis com projetor e leds, sensor de estacionamento dianteiro, detalhes externos cromados, chave presencial, sensor de faróis e chuva, retrovisor interno eletrocrômico e externos com rebatimento elétrico, GPS, tapetes de carpete e MyLink com tela de 8 polegadas.

    Já o alerta para situações de risco de colisão frontal, detector de veículos em ponto cego, sistema de permanência em faixa de rolamento, carregador de celular sem fio e banco do motorista com ajustes elétricos compõem o pacote de itens do segundo nível da LTZ (no site da Chevrolet, trata-se do pacote R7N, por R$ 9.800 adicionais, totalizando R$ 110.990).

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    O teto solar, indisponível, no sedã, vem de série no hatch, nos dois LTZ. Já o porta-malas reserva uma má surpresa: segundo a GM, são apenas 290 litros de capacidade até o tampão – a geração anterior do Cruze hatch oferecia 402 litros.

    Assim como no sedã, bateria e central da injeção viajam no porta-malas
    Assim como no sedã, bateria e central da injeção viajam no porta-malas (Pedro Bicudo)
    Porta-malas tem volume divulgado de apenas 290 litros
    Porta-malas tem volume divulgado de apenas 290 litros (Pedro Bicudo)

    Veredicto QUATRO RODAS

    Tal qual seu irmão maior, o Cruze hatch agrada, sobretudo, pelo eficiente powertrain e pelo rico pacote de equipamentos desde a versão de entrada.

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    Teste de pista (com gasolina)

    Aceleração de 0 a 100 km/h 8,8 s
    Aceleração de 0 a 1.000 m 30,2 s – 172,8 km/h
    Retomada de 40 a 80 km/h (em D) 4,0 s
    Retomada de 60 a 100 km/h (em D) 5,0 s
    Retomada de 80 a 120 km/h (em D) 6,5 s
    Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0 15,8 / 27,9 / 65 m
    Consumo urbano 12,0 km/l
    Consumo rodoviário 15,8 km/l
    Ruído interno (neutro / RPM máximo) 37,2 / 68,6 dBA
    Ruído interno (80 / 120 km/h) 60,2 / 67,1 dBA
    Aferição do velocímetro a 100 km/h 94,5 km/h
    Rotação do motor a 100 km/h 1.800 rpm
    Volante 3,1 voltas

     

    Ficha técnica – Chevrolet Cruze Sport6 LTZ

    Motor gas., diant., transv., 4 cilindros, 1.399 cm3, 16V, 153/150 cv a 5.200/5.600 rpm, 24,5/24 mkgf a 2.000/2.100 rpm
    Câmbio automático, 6 marchas, tração dianteira
    Suspensão McPherson(diant.) / eixo de torção (tras.)
    Freios discos vent. (diant.) / discos sólidos (tras.)
    Direção elétrica
    Rodas e pneus 215/50 R17
    Dimensões 444,8 cm; largura, 180,7 cm; altura, 148,4 cm; entre-eixos, 270 cm; peso (aproximado), 1.306 kg; tanque, 52 l; porta-malas,
    Preço R$ 110.990 (LTZ com pacote R7N)

     

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