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Fiat Fiorino 1.4

Reforma radical dá outra cara ao furgão e prepara para os novos tempos

Por Ulisses Cavalcante | Fotos Marco de Bari
28 jan 2014, 16h57 • Atualizado em 8 nov 2016, 23h14
  • impressoes

    O furgão vermelho desta página é o novo Fiorino. Ele passou pela remodelação mais radical dos últimos 25 anos. Abandonou a plataforma compartilhada com o antigo Mille, feição que utilizava desde 1988, para adotar a base do novo Uno. O upgrade incluiu airbags e freios ABS de série, troca de motor e uma repaginação no compartimento de carga, além de uma nova lista de opcionais. A receita que o consagrou, no entanto, foi mantida: jeitão de carro básico e manutenção barata.

    Com a cara e a estrutura dianteira do Uno, o incremento de conforto na cabine foi brutal. Painel, portas e acabamento são idênticos aos do hatch, o que eliminou os indícios da defasagem extrema do antecessor e permitiu pequenas comodidades, como um porta-objetos no teto e um porta-copos no console. No quesito segurança, agora há uma parede de aço entre a área dos ocupantes e o bagageiro. Mas qualquer item além disso é vendido à parte.

    O utilitário parte de 38 540 reais, preço que não inclui nem as calotas. Quem quiser janelas de vidro na divisória interna e nas portas do baú terá de gastar 267 reais. Coluna de direção e banco do motorista reguláveis em altura acrescentam mais 300 reais. Vidros elétricos? Custam 647 reais. Recomendo dois acessórios: a direção hidráulica (2 023 reais) e o sensor de estacionamento (640 reais). A visibilidade traseira fica prejudicada com a ausência do retrovisor central – apesar de os espelhos externos serem maiores que os do Uno. Uma barbeiragem pode sair mais caro.

    A capacidade de carga subiu de 620 para 650 kg, embora o volume tenha caído de 3 200 litros para 3 100. O aumento de capacidade é mérito da adoção da suspensão traseira por feixe de molas da picape Strada. A suspensão dianteira é a do Uno, com molas e amortecedores reforçados. As portas do baú agora são assimétricas e podem ser abertas em 90 ou 180 graus, por meio de uma segunda trava. A maçaneta de puxar aposentou a antiga alavanca. Por fim, a altura do assoalho foi reduzida de 647 para 506 mm, medida que facilita a manipulação de volumes pesados.

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    O motor 1.3 cedeu espaço ao 1.4 Fire, de 88 cv. Usa o mesmo câmbio do Uno, com relações de marchas diferentes. É necessário buscar o torque em altas rotações, exigindo muitas trocas de marcha. Fiat, que tal o motor 1.6?

    A reforma favoreceu o custo-benefício do furgão e permitiu alguma beleza e conforto, apesar do foco profissional. Pode aposentar sua Kombi.

    VEREDICTO

    A modernização fez bem ao furgão, que já era líder do segmento. Ficou melhor e sem tanto impacto no preço. É bom negócio.

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