Fiat Titano terá novo design e motor 2.2 turbodiesel da Ram Rampage até meados do ano
Stellantis confirma produção na Argentina com uma série de mudanças e a picape ainda deverá dar origem a uma versão da Ram

A Fiat confirmou que a picape média Titano, lançada no Brasil há menos de um ano, terá sua produção transferida do Uruguai para a Argentina. Na mudança, o modelo ainda receberá uma série de modificações estéticas que serão apresentadas no meio deste ano.
“Estamos felizes em poder começar a apresentar esta família de produtos que anunciamos em setembro passado com o investimento em Ferreyra. Sem dúvidas, a chegada da Titano será muito importante para a marca Fiat”, disse Martín Zuppi, presidente da Stellantis Argentina, durante o Summer Car Show. O evento está sendo usado pela empresa para mostrar todos os próximos lançamentos de todas as suas marcas para o país.
Zuppi se referia ao investimento de US$ 385 milhões (R$ 2,35 bilhões) na fábrica da Stellantis em Córdoba, que hoje produz apenas o sedã Cronos e passará a fabricar uma família de picapes e um novo motor. Isso acontecerá bem rápido, porque a produção da Fiat Titano no Uruguai (onde a montagem é terceirizada à Nordex) será encerrada no final de janeiro.

Segundo o site Motor1 Argentina, os executivos da Stellantis já deram alguns detalhes bem importantes, afirmando que a Titano atual, presente no evento, não é a mesma que será feita em Córdoba. A picape média passará por mudanças, recebendo um design diferente tanto para o interior quanto para o exterior, além de uma nova mecânica.
Esta nova mecânica já era esperada, com a troca do motor 2.2 BlueHDI turbodiesel criado pela antiga Peugeot-Citroën pelo mesmo 2.2 turbodiesel Multijet que chegou à Ram Rampage 2025 e que, em breve, equipará também a Fiat Toro e os Jeep Compass e Commander.
Se por um lado o BlueHDI é um motor bem conhecido e confiável, a troca ajudará a picape a ter mais desempenho. O 2.2 atual gera 180 cv e 40,8 kgfm, enquanto o novo motor entrega 200 cv e 45,9 kgfm, uma diferença de 20 cv e 5,1 kgfm. A Peugeot já fez esta movimentação na sua versão da picape, a Landtrek.

Esta substituição vai além do ganho na performance. A fábrica argentina também ganhará autonomia ao iniciar a produção deste motor (hoje importado da Itália) e colocá-lo em mais modelos ajudará a fabricante a ter volume e reduzir os custos de produção.
A pressa da Stellantis não só passa pela necessidade de ter mais produtos em produção em Córdoba. O plano é não apenas montar tanto a Peugeot Landtrek quanto a Fiat Titano, como também uma terceira versão, a Ram 1200, adicionando mais uma opção de volume para a marca depois da Rampage.
Seria a quarta versão da picape. Ela foi criada pela Changan, antiga parceira da Peugeot, e a marca francesa diz ter participado do desenvolvimento já pensando em ter um modelo próprio para vender no mercado global. Após a fusão com a Fiat-Chrysler, veio a decisão de cancelar o lançamento da Peugeot Landtrek no Brasil e transformar a caminhonete em um modelo Fiat – é praticamente o mesmo veículo, mudando somente o logotipo.
O problema é que a Stellantis está em uma situação difícil. Por um lado, poderá melhorar a picape e resolver as críticas a seu respeito, além de aumentar o índice de nacionalização (permitindo reduzir o custo de produção) e ter um volume de fabricação maior. Por outro lado, irá mudar um produto que terá pouco mais de um ano no mercado, o que vai gerar reclamação de quem já adquiriu a caminhonete.