Volkswagen Tukan é o nome da picape anti-Toro que será lançada em 2027
Fabricada no Paraná, inédita picape intermediária estreia com missão de preencher a lacuna entre Saveiro e Amarok; motor 1.5 TSI híbrido é o mais cotado
A espera de quase uma década acabou. A Volkswagen confirmou que Tukan será o nome de sua inédita picape intermediária. O modelo, que chega para disputar mercado diretamente com Fiat Toro e Chevrolet Montana, será produzida na fábrica de São José dos Pinhais (PR), a mesma de onde saem o T-Cross e o sedã Virtus.
A revelação do nome encerra um ciclo longo que começou ainda em 2018, com a apresentação do conceito Tarok no Salão do Automóvel de São Paulo. A Tukan é parte central da ofensiva de R$ 16 bilhões que a marca alemã investe no Brasil até 2028 e preenche uma lacuna no portfólio da fabricante, se encaixando entre a compacta Saveiro e a média Amarok.
O anúncio foi feito na última segunda-feira (2), em uma apresentação na Confederação Brasileira de Futebol, onde a fabricante divulgou o patrocínio das Seleções Brasileiras de futebol até 2027. Na ocasião, a Volkswagen apresentou uma imagem da picape na cor Amarelo Canário, um tom que busca reforçar a identidade nacional do projeto — desenvolvido 100% no Brasil — e fazer uma conexão direta com a fauna local, assim como o nome (uma referência ao tucano).
Embora a Volkswagen não tenha divulgado a ficha técnica completa nesta apresentação de batismo, a escolha da planta paranaense e o momento do lançamento indicam o caminho da motorização.
Para ser competitiva diante da Fiat Toro (que domina o segmento com versões flex e diesel), a Tukan pode estrear com o novo motor 1.5 TSI Evo2. Este propulsor é a evolução do antigo 1.4 turbo, preparado para eletrificação. A expectativa é que ele entregue os mesmos 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque do antecessor, mas com o auxílio de um sistema híbrido leve (MHEV) de 48V para melhorar o consumo e as emissões. Por outro lado, não está descartado que ela mantenha mesmo o 1.4 TSI.
Outro ponto de atenção é a suspensão traseira. Diferente da Toro, que utiliza um arranjo multilink (focado em conforto de SUV), apurações de mercado sugerem que a Tukan pode adotar um eixo rígido com feixe de molas na traseira — similar ao da Fiat Strada e da própria Amarok —, priorizando a robustez e a capacidade de carga superior a 700 kg.
A chegada da Tukan reposiciona a Volkswagen em um segmento inaugurado pela Renault Duster Oroch em 2015, mas que foi dominado e refinado pela Fiat Toro a partir de 2016. Hoje, esse nicho de picapes monobloco (sem chassi separado da carroceria, como nas médias S10 e Hilux) atrai o consumidor que busca a dirigibilidade de um SUV com a versatilidade de uma caçamba.
A VW Tukan entra em campo com atraso, mas com a vantagem de ter estudado os rivais. Enquanto a Chevrolet Montana aposta no porte menor e na economia de combustível do motor 1.2 turbo, a Fiat Toro se mantém líder pela variedade de versões e motorizações. A Tukan deve se posicionar exatamente entre as duas em termos de preço e dimensões, valendo-se da plataforma MQB A0 (uma variação alongada da base do Polo/T-Cross) para oferecer espaço interno de Virtus com caçamba generosa.
O caminho até a Tukan foi longo. O projeto nasceu publicamente como Tarok Concept em 2018, prometendo ser uma revolução com sua caçamba variável que se conectava à cabine. O projeto foi congelado durante a pandemia e reativado posteriormente como parte da estratégia global da marca para a América Latina.








