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Red Bull RB17: hipercarro V10 de 1.200 cv tem produção iniciada

O carro da Red Bull recebe ajustes de uso e mantém participação de Adrian Newey como consultor técnico, mesmo depois da sua saída da equipe

Por Cristiane Barreto
12 jan 2026, 10h15 •
RB17
 (Red Bull Advanced Technologies/Divulgação)
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  • O RB17 avança mais um passo rumo à produção e deixa claro que a Red Bull não pretende suavizar seu hipercarro, nem mesmo ao torná-lo utilizável fora das pistas. As novas imagens divulgadas pela Red Bull Advanced Technologies mostram um projeto mais maduro do ponto de vista funcional, mas ainda fiel à lógica de um carro concebido com mentalidade de Fórmula 1.

    RB17
    (Red Bull Advanced Technologies/Divulgação)

    Desde a estreia pública no Festival de Velocidade de Goodwood de 2025, o RB17 passou por ajustes pontuais que ajudam a explicar essa evolução. Elementos básicos para circulação, como faróis maiores, retrovisores externos e limpador de para-brisa, foram incorporados sem alterar o caráter extremo do projeto. Mesmo essas concessões seguem uma lógica aerodinâmica clara, com peças integradas ao desenho e sem qualquer preocupação estética convencional.

    Na carroceria, há entradas de ar espalhadas pela superfície que agora estão mais bem definidas e organizadas. Além disso, surgiu uma nova barbatana na região central, reforçando a estabilidade em altas velocidades. O conjunto cresceu ligeiramente em relação ao protótipo exibido em Goodwood, mas continua dentro de proporções comparáveis às de um carro de Fórmula 1 atual, algo confirmado pela própria equipe técnica da Red Bull Advanced Technologies.

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    Mesmo com a mudança de Adrian Newey para a Aston Martin, o engenheiro segue ligado ao desenvolvimento do RB17. Agora em um papel de consultor, ele continua acompanhando o projeto e contribuindo em decisões específicas. Segundo Rob Gray, diretor técnico da divisão, o conceito fundamental já havia sido definido, mas o acesso direto a Newey permanece como um recurso estratégico sempre que ajustes mais delicados se fazem necessários.

    RB17
    (Red Bull Advanced Technologies/Divulgação)

    A relação entre Newey e a Red Bull ajudou a moldar uma das fases mais vitoriosas da Fórmula 1 moderna. Em quase duas décadas, a parceria resultou em títulos de pilotos e construtores, além de um número expressivo de vitórias e poles. Para manter o projetista envolvido, a equipe sempre permitiu que ele explorasse projetos paralelos, caminho que levou primeiro ao Aston Martin Valkyrie e, posteriormente, ao RB17.

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    Assim como ocorreu com o Valkyrie, Newey acompanhou o RB17 de forma integral, participando de decisões estruturais e técnicas mesmo após a apresentação oficial do carro. Uma dessas intervenções foi a mudança da posição do escapamento, agora instalado na tampa do motor, solução que exigiu revisões adicionais para lidar com temperaturas elevadas e evitar danos a componentes sensíveis.

    RB17
    (Red Bull Advanced Technologies/Divulgação)

    O RB17 utiliza um motor Cosworth V10 aspirado, desenvolvido exclusivamente para o modelo. Capaz de atingir 15.000 rpm, o conjunto entrega 1.000 cv de potência, número que o coloca entre os motores mais extremos já instalados em um carro destinado a clientes. Um motor elétrico adiciona cerca de 200 cv ao sistema e desempenha funções específicas, como reforçar o torque durante as trocas de marcha. Ele também elimina a necessidade de uma marcha à ré convencional, solução típica de carros de competição e rara fora das pistas.

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    No interior, não há telas sensíveis ao toque nem comandos táteis espalhados pela cabine. O ambiente foi concebido como um cockpit, priorizando leitura rápida de informações e controle direto do carro, em linha com a filosofia adotada em monopostos e protótipos de corrida.

    Aston Martin Valkyrie LM
    Aston Martin Valkyrie LM (Divulgação/Aston Martin)

    Apesar de não ter foco em competições, o RB17 está sendo desenvolvido segundo padrões de segurança equivalentes aos dos protótipos de Le Mans. A estrutura atende a critérios muito mais rigorosos do que os exigidos para veículos de rua, reforçando a proposta de entregar um carro voltado quase exclusivamente ao desempenho máximo.

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    As portas utilizam dobradiças frontais, escolhidas para facilitar o acesso ao cockpit em um carro extremamente baixo. A solução contrasta com as portas em estilo asa de gaivota do Valkyrie e evidencia uma preocupação prática dentro de um projeto essencialmente radical.

    Aston Martin Valkyrie LM
    Aston Martin Valkyrie LM (Divulgação/Aston Martin)

    O primeiro protótipo do RB17 já está em construção, com estreia pública prevista para os próximos meses. A produção será limitada a apenas 50 unidades, destinadas a clientes selecionados.

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