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Quantos quilômetros deve-se rodar para carregar uma bateria arriada?

O tempo necessário para recuperar a carga varia de acordo com o trajeto do carro e o número de equipamentos em uso

Por Rodrigo Ribeiro 1 nov 2018, 15h57 | Atualizado em 2 jul 2026, 14h38
chupeta na bateria
Recarga na bateria, só se for a lenta (Ivan Carneiro/Quatro Rodas)
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Recarga na bateria, só se for a lenta (Ivan Carneiro/Quatro Rodas)

Se o carro ficar uma semana parado, quantos quilômetros deve-se rodar para recarregar a bateria?– Gilberto Braz Botelho, Itajubá (MG)

Depende do nível de carga, mas se ela chegar a ficar descarregada o ideal é rodar pelo menos uma hora em estrada com o mínimo de equipamentos elétricos (como faróis e rádio) ligados.

“O alternador, que gera energia elétrica, supre primordialmente as necessidades dos componentes essenciais (como injeção eletrônica e direção eletroassistida) e o que sobra vai para a recarga da bateria. Ou seja, quanto mais dispositivos elétricos ativos, menos corrente sobra para a bateria”, observa Marcos Randazzo, engenheiro de aplicação da Johnson Controls, empresa proprietária da fabricante Heliar.

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Na prática, dirigir com o ar-condicionado, rádio e faróis ligados faz com que o processo de recarga seja mais lento.

Toyota Hilux SW4
O ar-condicionado é um dos vilões do sistema elétrico (Divulgação/Toyota)
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E a recíproca é verdadeira: se seu carro está com alguma pane elétrica, como falha no alternador, o ideal é desligar tudo o que for possível para poupar o máximo de energia.

Mas o especialista alerta que, quando a bateria ficar sem carga, o ideal é que o processo de recarga seja feito por uma oficina, usando um equipamento para a chamada “recarga lenta”.

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Esse processo, que pode levar de 15 a 20 horas, permite que o acumulador recupere a capacidade máxima sem que haja danos na bateria.

Sem carga, só que não

Tesla Roadster
Uma falha no gerenciamento da bateria permitia que as baterias do Tesla Roadster virassem “tijolos” (Divulgação/Tesla)

Uma curiosidade é que as baterias de íons de lítio (que são diferentes das tradicionais de 12V, que usam chumbo-ácido) nunca ficam totalmente descarregadas.

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Mesmo quando os smartphones — e carros elétricos — indicam 0% de carga, as baterias ainda possuem um nível mínimo de energia.

Isso acontece porque esse tipo de acumulador conta com uma proteção para manter um nível mínimo de energia armazenado. Caso essa proteção não exista e a bateria, de fato, chegue a 0%, ela não pode ser mais recarregada e se torna inútil. Em inglês essa situação é chamada de “to brick”, ou “virar um tijolo”.

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Isso porque a bateria descarregada possibilita uma formação química interna dentro de suas células que podem ocasionar um curto-circuito durante o processo de recarga.

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