Nissan Frontier Pro é híbrida, custa menos de R$ 200.000 e pode vir ao Brasil
Modelo baseada na Dongfeng Z9 tem versões a gasolina, diesel e híbrida plug-in, sendo o primeiro modelo mundial da marca produzido na China
Depois de ter sido apresentada no Salão de Xangai, em abril, a Nissan Frontier Pro foi lançada oficialmente na China. O slogan diz muito sobre seu potencial: “Na China, para a China, para o mundo”. A picape híbrida plug-in tem pretensões claras de chegar a outros países e está em estudo para o Brasil.
A Nissan Frontier Pro, apesar do nome, não se assemelha em nada com o modelo ocidental, nem com o modelo vendido aqui no Brasil, nem com a nova geração baseada na Mitsubishi Triton. Ela é baseada na Dongfeng Z9 e abandona as filosofias de design japonesas por um visual bem chinês.
A versão PHEV tem um conjunto óptico formado por barras horizontais de led, unidas em uma mesma peça que percorre toda a extensão do capô e desce para as extremidades laterais. A grade é pequena, deixando espaço no centro para o logo da marca.
Quando tem apenas o motor a combustão, a ideia do visual se mantém. Mas as luzes centrais dão lugar a três retângulos não iluminados, enquanto os faróis assumem um formato de “T”. A grade cresce e acaba ocupando boa parte da dianteira.
A traseira praticamente não tem diferenças entre as duas versões. As luzes são horizontais e possuem o mesmo padrão de iluminação. A única diferença, além da placa que identifica a motorização, é o conjunto de leds horizontais no tampa da caçamba, presente apenas na versão PHEV.
A cabine preza pelo minimalismo, dando destaque maior para a central multimídia de 14,6’’. Apesar disso, ela preserva alguns botões físicos alocados abaixo das saídas de ar centrais. O console abriga um joystick para o câmbio, um seletor giratório, carregador por indução e porta-copos.
A Frontier Pro é diferente também no tamanho. Enquanto a nossa picape mede 5,26 m de comprimento e 3,15 de entre-eixos, o modelo chinês é consideravelmente maior, medindo 5,52 m de comprimento e 3,30 de entre-eixos.
Ela ainda tem 1,96 m de largura e 1,95 m de altura. O peso fica entre os 2.500 e 2.540 kg e as rodas são de 18’’.
Serão duas motorizações sem eletrificação disponíveis. A menos potente tem motor a 2.3 turbodiesel de 192 cv e 50,98 kgfm. A outra tem motor 2.0 turbo a gasolina que entrega 261 cv, mas o torque é menor, com 40,78 kgfm. As duas tem câmbio automático de oito marchas.
A versão híbrida será a topo da linha. Ela tem um motor 1.5 turbo combinado com um motor elétrico dianteiro, rendendo ao todo 434 cv e 81,57 kgfm. O câmbio é um automático DHT de quatro marchas, que disponibiliza a tração 4X4 com reduzida. A marca afirma que a autonomia elétrica é de 135 km pelo ciclo CLTC da China.
Na China, as versões a combustão custarão entre 169.900 a 196.900 yuans, algo em torno R$ 127.866 e R$ 148.186. Já a versão PHEV varia entre 189.900 a 249.900 yuans (R$ 142.918 e R$ 188.000).
Esse é o primeiro veículo global da Nissan produzido na China. Apesar do lançamento, ainda não foi revelado em quais mercados ela será vendida. Isso porque a Nissan ainda avalia o potencial da picape em diferentes mercados, inclusive no Brasil onde picapes de origem chinesa, como GWM Poer, BYD Shark e Foton Tunland chegam com preços relativamente competitivos.








