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Invasão chinesa está apenas começando e vai tirar mais vendas de outras marcas

Com a chegada de novas marcas no mercado nacional, participação chinesa deve quase dobrar no mercado nacional até 2030

Por Mauro Balhessa
21 jan 2026, 11h21 •
Salão do Automóvel 2025
Salão do Automóvel 2025 (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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  • Se nos últimos anos o mercado automotivo brasileiro recebeu marcas chinesas como BYD, GWM, Neta e Zeekr, o ano de 2025 ficou marcado por uma verdadeira “invasão”, com Omoda e Jaecoo, GAC, Geely, Jetour, Leapmotor, Changan, Avatr e Denza. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), isso é só o começo.

    “A invasão chinesa está acontecendo e não está nem perto do fim, está começando. A penetração que [as marcas da China] têm no Brasil perto de outros mercados é muito baixa”, afirma Marcelo Godoy, presidente da Abeifa, durante coletiva de imprensa. 

    Avatr 11
    Avatr 11 (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

    O Brasil, com 10%, apresenta um market share chinês muito baixo frente a outros países da América Latina. Equador, Peru e Chile têm o mercado com uma penetração de carros da China superior a 30%. México, Colômbia e Bolívia estão acima de 10%. Apenas a Argentina registra um cenário abaixo de dois dígitos, com 2%. Os dados foram apresentados pela Bright Consulting.

    • Equador: 36%
    • Peru: 33%
    • Chile: 30%
    • Bolívia: 21%
    • México: 16%
    • Colômbia: 12%
    • Brasil: 10%
    • Argentina: 2%

    “A China deixa de ser uma tendência e já é uma realidade. O alicerce da ponte que eles estão construindo já está bem pavimentado. Óbvio que nem todas as marcas vão conseguir se manter aqui de forma lucrativa”, explica Murilo Briganti, COO da Bright Consulting.

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    Abocanhando a concorrência

    A consultoria prevê que a expansão chinesa vai tirar mercado de marcas europeias e americanas. As principais afetadas serão a Stellantis e a Volkswagen, líderes de mercado. A expectativa é de que a China chegue a 18% de participação no Brasil em 2030, o que vai deixá-la como uma das protagonistas no mercado.

    Outro destaque é para as marcas japonesas e sul-coreanas, que irão se manter no mesmo patamar, o que mostra uma certa fidelidade do consumidor.

    Salão do Automóvel 2025
    Salão do Automóvel 2025 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Previsão de participação no mercado brasileiro por origem dos fabricantes:

    China

    • 2025: 10%
    • 2027: 16%
    • 2030: 18%
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    Europa

    • 2025: 48%
    • 2027: 44%
    • 2030: 42%

    Japão/Coreia do Sul

    • 2025: 23%
    • 2027: 22%
    • 2030: 23%

    América do Norte

    • 2025: 19%
    • 2027: 18%
    • 2030: 18%

    Custo da bateria

    Um dado pertinente da Bright Consulting ressalta que o futuro será cada vez mais elétrico. Com o aumento do volume de elétricos vendidos no mundo, o custo das baterias está caindo.

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    Em 5 anos, o preço passou de US$ 165/kWh para US$ 100/kWh – para 2030, deve ficar abaixo de US$ 85/kWh. Atualmente, a bateria corresponde a 40% do custo do carro, em média. Em termos de comparação, a expectativa é haja uma paridade de custos de aquisição com os carros a combustão em meados de 2026.

    Caoa Changan E07
    Caoa Changan E07 (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

     

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