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GM ‘aluga’ fábrica e pega ‘carro emprestado’ para enfrentar chineses no Brasil

Estratégias da General Motors parecem fora do tradicional, mas já são adotadas também por outras montadoras para baratear custos

Por Mauro Balhessa
4 dez 2025, 13h00 • Atualizado em 5 dez 2025, 12h08
Chevrolet Spark EUV
Chevrolet Spark EUV (Divulgação/Chevrolet)
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  • Para competir de forma rápida e eficiente com os carros elétricos compactos de marcas chinesas que desembarcaram no mercado brasileiro nos últimos anos, a General Motors decidiu ir por um caminho que parece ser “não tradicional”. A partir de uma parceria entre com a SAIC e a Wuling, na China, a GM lançou por aqui o Spark EUV, em agosto de 2025.

    Quem conhece um pouco dos carros da Chevrolet sabe que o elétrico não tem nada das linhas atuais dos modelos da marca (a gravatinha e olhe lá…), isso porque ele nada mais é do que um Baojun Yep Plus, um compacto chinês.

    A medida não é tão novidade assim no mercado, nem dentro da GM, com a plataforma GEM (Global Emerging Markets) para Onix e Tracker, feita em parceria com a SAIC, nem fora, como ocorre em outras marcas, caso da Fiat com a Titano, baseada na Changan Kaicene F70, por exemplo.

    Com isso, a General Motor consegue ter um produto atraente e com preço (R$ 159.990), para incomodar Dolphin e Ora 03, para citar. Mostra disso é que com 244 emplacamentos em novembro, o carro da Chevrolet conseguiu ultrapassar o modelo da GWM (214) – mas ainda está distante dos números do BYD (802), segundo dados divulgados pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).

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    Fábrica ‘alugada’

    Quatro meses após o seu debute no Brasil, a GM começou a montar nacionalmente o Spark EUV a partir desta quinta-feira, 3.

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    No entanto, diferente dos modelos mais populares da Chevrolet que são produzidos no país, a montadora preferiu escolher uma fábrica multimarcas, que hoje pertence à Comexport. Inicialmente, a produção será no formato SKD.

     

    No Uruguai, por exemplo, há um modelo semelhante, o da Nordex, que produz para a Ford, Kia e Stellantis. Atualmente a companhia monta modelos comerciais como: Ford Transit, Citroën Jumpy, Peugeot Expert e Kia Bongo. Recentemente, a fábrica também montava a picape Fiat Titano, que foi transferida para a Argentina.

    Desta maneira, a General Motors consegue fechar a conta do elétrico e estar viva nesse mercado. Para se ter uma ideia, em julho, o presidente da GM América do Sul, Santiago Chamorro, afirmou que “um Spark feito na China consegue ser mais rentável do que um Tracker [no Brasil], mesmo com os 25% de impostos de importação”, se referindo à retomada dos impostos de importação para elétricos e híbridos.

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    General Motors

    Em nota encaminhada à QUATRO RODAS, a General Motors afirma que:

    “A PACE [Planta Automotiva do Ceará] não é uma fábrica alugada nem um modelo de terceirização simples. Trata-se de um polo automotivo multimarcas independente, com operação fabril própria, que adquire direitos de produção, integra componentes de diversos fornecedores e segue padrões rigorosos de qualidade. É uma solução industrial inovadora no Brasil, estruturada para dar competitividade, eficiência e flexibilidade ao processo de eletrificação no país.

    Importante reforçar também que toda a relação com o cliente permanece 100% sob responsabilidade da GM: testes, nacionalização dos produtos, comercialização, garantia, pós-venda e atendimento são realizados pela nossa rede de concessionárias, com o mesmo padrão Chevrolet já conhecido.

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    O modelo PACE não envolve importação de kits no formato adotado por outras marcas no mercado, tampouco representa uma redução do papel industrial da GM. Pelo contrário: ele acelera a chegada de veículos elétricos ao Brasil, fortalece a cadeia local, preserva racionalidade econômica para volumes iniciais e mantém a disciplina necessária em investimentos de longo prazo.”

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