Avatar do usuário logado
Usuário
Oferta Relâmpago: Assine por apenas 9,90

Futuro do pretérito: primeiro carro autônomo do mundo tem quase 60 anos

Criado pela Continental em 1968, primeiro autônomo usava dispositivos eletromecânicos e cabo de aço para andar sozinho

Por Paulo Campo Grande
5 nov 2018, 11h50 • Atualizado em 15 dez 2024, 09h51
  • conti seis
    O sistema da Continental foi instalado em um Mercedes 250 Automatic (Continental/Divulgação)

    Carro autônomo ainda parece coisa futurista mas as tentativas de transformar os motoristas em passageiros é antiga.

    Nos anos de 1930, americanos como o empresário John J. Linch (1892-1962) faziam shows pelo país com automóveis rádio controlados, que ficaram conhecidos como “Phanton Auto” ou “Magic Car”. Esses carros aceleravam, freavam, faziam curvas e buzinavam sem qualquer pessoa a bordo.

    conti um
    Antenas nos para-choques enviavam dados para a torre de controle da pista (Continental/Divulgação)

    Eles não eram autônomos porque havia um operador remoto, mas já eram considerados uma alternativa de transporte seguro, com os comandos deixados a cargo de especialistas, longe de motoristas incautos.

    Continua após a publicidade

     

    Há 56 anos, mais exatamente em 1968, a alemã Continental foi pioneira no uso de um veículo autônomo com o objetivo de estudar o comportamento dos pneus de forma científica em condições reais de uso.

    conti cinco
    A direção era controlada por um dispositivo eletro-mecânico (Continental/Divulgação)

    O sistema da Continental foi desenvolvido pelas empresas Siemens e Westinghouse em parceria com duas universidades (Munique e Darmstadt) e instalado em um Mercedes 250 Automatic.

    O sedã era capaz de acelerar, frear e controlar a direção de forma independente graças a dispositivos eletromecânicos (ou eletropneumáticos no caso dos freios) que acionavam esses sistemas.

    Continua após a publicidade
    conti quatro
    A eletrônica embarcada foi instalada no porta-malas do sedã (Continental/Divulgação)

    A direção não era como as modernas que contam com sensores de orientação na carroceria, no volante e de leitura das faixas de rodagem.

    conti sete
    Da sala de comando, um engenheiro monitorava o carro em teste (Continental/Divulgação)

    O carro se orientava por meio de um cabo de aço esticado no piso da pista, desenhando a trajetória que deveria ser obedecida.

    Continua após a publicidade

    No para-choque dianteiro, antenas de rádio enviavam os dados colhidos para a torre de comando da pista. E câmeras instaladas na parte inferior e voltadas para os pneus gravavam o que acontecia com a borracha.

    conti oito
    O objetivo era avaliar com critérios científicos os pneus em condições de uso real (Continental/Divulgação)

    O Mercedes autônomo foi usado pela Continental no desenvolvimento de pneus até 1974.

    Atualmente, os carros que circulam pelas ruas do planeta já possuem algumas habilidades autônomas. Mas, estima-se que os veículos totalmente autônomos cheguem às ruas somente por volta de 2030.

    Continua após a publicidade

    Até lá, os carros ganharão autonomia em etapas. Segundo classificação estabelecida pela SAE Internacional (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), a independência dos motoristas vai obedecer cinco fases.

    PSA C4 Autônomo
    Antes de serem totalmente autônomos, os carros necessitarão de acompanhamento humano (Divulgação/Citroën)

    Na primeira fase, o motorista tem total controle da situação contando apenas com a assistência de sistemas que auxiliam nas acelerações e nas frenagens. Um exemplo desse tipo de sistema é o piloto automático.

    Na fase seguinte, dispositivos são capazes de assumir algumas tarefas, com correções de trajetória. E assim por diante.

    Continua após a publicidade

    Com exceção da quinta e última etapa, todas as demais exigem a presença do motorista ainda que seja apenas para observar o funcionamento do carro e com capacidade de fazer alguma intervenção se necessário.

    Cruise AV
    Na falta de comandos, autônomo da GM tem parafernália eletrônica sofisticada (Divulgação/Chevrolet)

    Assim como nos carros acionados por controle remoto, os autônomos de hoje são vistos pela indústria como a solução para acabar com os acidentes de trânsito.

    Captando informações do ambiente (vias, pedestres, ciclistas) e de outros veículos os sistemas inteligentes serão capazes de promover mobilidade com total segurança.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    Apaixonado por carros? Então isso é pra você!
    Pare de dirigir no escuro: com a Quatro Rodas Digital você tem, na palma da mão, testes exclusivos, comparativos, lançamentos e segredos da indústria automotiva.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Quatro Rodas impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.