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IPVA mais caro do Brasil custa R$ 1 milhão; veja o carro mais caro de cada estado

Exemplar da LaFerrari emplacado no DF tem o imposto mais alto do país, superando unidade de Santa Catarina beneficiada por alíquota menor

Por Nicolas Tavares
20 jan 2026, 17h40 • Atualizado em 21 jan 2026, 14h13
LaFerrari b
 (Divulgação/Quatro Rodas)
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  • A temporada de pagamento de impostos de 2026 trouxe uma distorção curiosa no topo da pirâmide automotiva nacional. O carro mais valioso em circulação no Brasil, uma Ferrari LaFerrari ano 2016 emplacada em Santa Catarina, não é o que paga a conta mais alta. Avaliado em R$ 38.043.737, o hipercarro híbrido recolhe R$ 760.874,74 aos cofres públicos.

    O motivo é a alíquota catarinense de 2%, considerada um “paraíso fiscal” para superesportivos. O título de boleto mais caro do país ficou para outra LaFerrari (2015), esta registrada no Distrito Federal. Embora sua avaliação de mercado seja ligeiramente inferior (R$ 35,6 milhões), a alíquota de 3% da capital federal elevou o tributo para impressionantes R$ 1.067.933,76.

    Ferrari LaFerrari

    A LaFerrari não cobra caro à toa. Ela representa a transferência direta de tecnologia da Fórmula 1 para as ruas. O coração do sistema é o motor 6.3 V12 aspirado, que entrega 800 cv a gritantes 9.000 rpm.

    Ele trabalha em conjunto com o sistema HY-KERS, composto por um motor elétrico de 163 cv. A potência combinada atinge 963 cv, com torque máximo superando os 91,8 kgfm. Diferente dos híbridos focados em economia, aqui a eletricidade serve para preencher o torque em baixas rotações, permitindo que o V12 foque exclusivamente na entrega de potência em alta.

    O resultado dinâmico é avassalador. O cupê dispara de 0 a 100 km/h em 2,6 segundos — tempo inferior ao de muitos monopostos de competição — e supera os 350 km/h de velocidade máxima.

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    A estrutura é um monocoque de fibra de carbono curado em autoclave (mesmo processo da F1), garantindo rigidez torcional extrema. A aerodinâmica ativa, com difusores e aerofólio móveis, gera downforce massivo sem prejudicar o arrasto em retas.

    O ranking dos IPVAs mais caros por estado

    Enquanto o DF e SC disputam o topo com a LaFerrari, outros estados apresentam surpresas, com predomínio de modelos da Porsche e Lamborghini. Confira o levantamento do carro com o maior imposto em cada Unidade da Federação para 2026:

    Dono precisa gastar um equivalente a um Porsche novo só para manter o IPVA do 918 Spyder em dia

    Região Sudeste

    • São Paulo (SP): O estado com a maior frota do país tem no topo o Porsche 918 Spyder. O híbrido plug-in alemão, rival direto da LaFerrari, foi avaliado em R$ 12,6 milhões, gerando um IPVA de R$ 506.482.

    • Minas Gerais (MG): A homenagem a Ayrton Senna lidera. O McLaren Senna 2019, focado em uso de pista, foi avaliado em R$ 8,5 milhões. O imposto é de R$ 341.853.

    • Rio de Janeiro (RJ): A liderança é do SUV Ferrari Purosangue. Com motor V12 e quatro portas, o modelo avaliado em R$ 7,2 milhões paga R$ 289.016 de imposto.

    • Espírito Santo (ES): Também liderado pela Ferrari Purosangue (2024), com imposto de R$ 139.610.

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    laferrari
    (Divulgação/Ferrari)

    Região Sul

    • Santa Catarina (SC): Lar do carro mais caro do Brasil, a Ferrari LaFerrari (R$ 38 milhões) paga R$ 760.874 (2%).

    • Paraná (PR): Outro Porsche 918 Spyder lidera, com avaliação de R$ 12,4 milhões e IPVA de R$ 237.174.

    • Rio Grande do Sul (RS): A novíssima Lamborghini Revuelto, híbrida V12 de 1.015 cv, paga o maior boleto: R$ 239.667.

    Região Centro-Oeste

    • Distrito Federal (DF): O campeão nacional. Ferrari LaFerrari pagando R$ 1.067.933.

    • Goiás (GO): Uma rara Lamborghini Aventador SVJ, com seu V12 aspirado de 770 cv, paga R$ 267.888.

    • Mato Grosso (MT): A Ferrari 812 GTS, conversível com motor dianteiro, lidera com IPVA de R$ 178.710.

    • Mato Grosso do Sul (MS): O luxo britânico domina com o Bentley Continental GT, pagando R$ 90.543.

    aventador

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    Região Nordeste

    • Bahia (BA): A exclusiva Lamborghini Aventador SVJ R (R$ 6,8 milhões) gera um boleto de R$ 171.450.

    • Ceará (CE): A Ferrari 812 GTS domina, com imposto de R$ 236.538.

    • Pernambuco (PE): O SUV mais luxuoso do mundo, Rolls-Royce Cullinan, lidera com IPVA de R$ 178.302.

    • Piauí (PI): A Lamborghini Revuelto aparece novamente, com tributo de R$ 213.169.

    • Paraíba (PB): Liderança da Ferrari Purosangue, pagando R$ 176.536.

    • Maranhão (MA): Uma Lamborghini Huracán (V10) paga o maior valor: R$ 126.470.

    • Rio Grande do Norte (RN): A híbrida V6 McLaren Artura lidera com IPVA de R$ 65.402.

    • Sergipe (SE): O Porsche 911 Turbo S é o rei do estado, com imposto de R$ 49.059.

    • Alagoas (AL): A Lamborghini Huracán Tecnica paga R$ 132.571.

    Região Norte

    • Pará (PA): Curiosamente, o estado registra três unidades da Ferrari LaFerrari. O imposto da mais cara atinge R$ 943.354.

    • Amazonas (AM): A Ferrari 488 Spider lidera com R$ 66.740.

    • Tocantins (TO): A McLaren Artura paga R$ 76.114.

    • Acre (AC): Um Porsche 911 Turbo (2022) tem o IPVA mais alto: R$ 24.519.

    • Roraima (RR): O Porsche 911 Carrera GTS lidera com R$ 33.442.

    • Nota: Rondônia e Amapá não divulgaram os dados detalhados.

    bugatti chiron brasil
    (@edison_carvalho via @exoticsbrazil/Reprodução)

    Bugatti e Pagani não pagam IPVA

    Embora a LaFerrari detenha o recorde oficial, o teto de arrecadação poderia ser pulverizado por dois “imigrantes” recentes que já estão em solo brasileiro.

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    Há no país um Bugatti Chiron, com preço estimado em R$ 50 milhões, e uma unidade do Pagani Utopia, importada em 2025 por mais de R$ 60 milhões. Se esses hipercarros fossem emplacados no Distrito Federal, onde a alíquota é de 3%, os valores seriam estratosféricos:

    • Pagani Utopia: Pagaria cerca de R$ 1.800.000 de IPVA.

    • Bugatti Chiron: Pagaria cerca de R$ 1.500.000 de IPVA.

    Porém, nenhum dos dois esportivo paga o imposto, pois ambos foram trazidos ao Brasil no regime de importação temporária, que permite que fiquem no país por cinco anos sem serem emplacados.

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