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Equipamentos de segurança podem acabar com o câmbio manual

Para uma publicação canadense, as transmissões mecânicas são mais ameaçadas por sistemas semiautônomos de segurança do que pela eletrificação

Por Guilherme Fontana Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
1 jun 2021, 08h08 • Atualizado em 1 jun 2021, 08h12
  • Honda Civic Si
    Câmbio manual de 6 marchas do Civic Si agrada aos puristas (Quatro Rodas/Quatro Rodas)

    O fim dos câmbios manuais pode estar mais próximo do que se imagina. E se você acha que os responsáveis por isso serão a eletrificação dos automóveis ou a própria queda na demanda do mercado, se enganou. De acordo com o site Automotive News Canada, os culpados serão os já presentes equipamentos de segurança.

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    Para a publicação canadense, que reuniu dados sobre o assunto, sistemas de segurança “não funcionam ou não combinam” com as transmissões mecânicas, já que podem exigir interações ainda mais complexas com estas do que com as automáticas, que possuem sistemas eletrônicos.

    Assim, em tempos em que a palavra de ordem é economia, o desenvolvimento de sistemas mais elaborados para um nicho tão pequeno, como é o dos câmbios manuais, não faz sentido.

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    O primeiro sistema que derruba os manuais é o de frenagem automática de emergência, que já é obrigatório em todos os carros novos em diversos países pelo mundo. No Brasil, o equipamento também se populariza em modelos como o Hyundai HB20, mas ainda está distante de ser uma realidade para todos.

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    Sistemas semiautônomos (Divulgação/Peugeot)

    Ao mesmo site, a Subaru disse que a implantação do sistema em seus carros manuais é dificultada pelo fato de que apenas seus modelos automáticos têm freio de estacionamento eletrônico, o que a marca considera mais seguro para a combinação. Por isso, a empresa não oferece para estes modelos seu pacote “EyeSight” de condução semiautônoma.

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    No entanto, a fabricante diz que seria possível contornar o problema, mas cita razões econômicas para não fazê-lo. Além disso, a Subaru diz que seguirá atenta às demandas de tecnologias de segurança para avaliar a viabilidade de novos modelos manuais.

    A Mazda foi pelo mesmo caminho ao divulgar que apenas 6,4% de suas vendas em 2020, no Canadá, representaram carros com o pedal da embreagem, deixando claro o impedimento econômico para unir a transmissão aos sistemas. Já nos Estados Unidos foram vendidos mais carros elétricos em 2020 do que carros com câmbio manual.

    E a eletrificação é um problema para a embreagem e a alavanca de câmbio. Como motores elétricos entregam torque máximo a 1 rpm, não faz sentido combiná-los com câmbio manual.

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    Mesmo para instalar a caixa manual em híbridos há dificuldades técnicas. Seria necessário usar uma embreagem eletrônica, para garantir a troca contínua entre o motor de combustão interna e o elétrico. E quem desenvolveria isso se o mercado de carros manuais não para de encolher?

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