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Pontiac Firebird: fogo amigo

Famoso pela versão Trans Am, ganhou fama como o primo mais potente e sofisticado do Camaro

Por Fabiano Pereira
2 jun 2016, 20h19 • Atualizado em 23 nov 2016, 21h09
  • Pontiac Firebird Trans Am
    O Firebird ganhou a frente com os faróis separados da grade em 1977 ()

    O nome vinha de uma série de três carros-conceito dos anos 50, com aspecto de caça a jato. Lançado meses após o Chevrolet Camaro em 1967, o Firebird (pássaro de fogo, em inglês) daPontiac foi a segunda resposta da GM ao sucesso do Ford Mustang. Ele seguia a política de projetos que serviam a mais de uma divisão do grupo, compartilhando chassi e a maior parte dos painéis da carroceria com o Camaro. Só que era mais caro, potente e sofisticado.

    Como cupê ou conversível, o desenho era mais agressivo que o do seu primo da Chevrolet. Faróis duplos e grade bipartida eram a marca dos Pontiac dos anos 60. Diferentemente de Camaro e Mustang, o motor que mais chamou atenção no Pontiac foi um seis cilindros, com 3,8 litros e até 215 cv. Distintos dos usados no Camaro, seus V8 eram famosos pelo torque maior em baixas rotações e pelo baixo giro, e geravam de 250 a 325 cv (potência bruta). Havia câmbio manual de quatro marchas e automático de duas ou três.

    Para 1969 a frente foi renovada. O novo pacote Trans Am (com o V8 Ram Air 400 de 366 cv) se tornaria um mito de Detroit. Inspirado nas berlinetas europeias e com carroceria fastback, oFirebird entrou na segunda geração em 1970. Sem para-choque dianteiro, agora tinha faróis simples. Com spoilers e saídas de ar no capô, o Trans Am produzia 345 cv. Mas leis de emissões mais severas e a crise do petróleo acabariam por domar o esportivo nos anos seguintes.

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    Pontiac Firebird Trans Am
    O pássaro no capô ganhou o apelido de “screaming chicken” (galinha que grita) ()

    Também por lei, a Pontiac foi obrigada a colocar um para-choque em 1974, quando a frente ficou mais inclinada. Em 1977, a nova dianteira com faróis retangulares duplos não chamou tanta atenção quanto a participação de um exemplar negro no filme Agarra-me Se Puderes, com Burt Reynolds e Sally Field.

    O Trans Am 1979 das fotos é uma série especial de 10 anos, do paulista Alexandre Badolato. Targa, pintura saia-e-blusa, tem ainda suspensão reforçada, freios a disco nas quatro rodas e instrumentação completa. O câmbio automático (de três marchas) não é impedimento para ele fritar os pneus nas arrancadas fortes. Apesar dos 6,6 litros, a injeção eletrônica e os cabeçotes moderam a potência do V8 de 185 cv – era o auge da preocupação com o consumo. “Parece um cavalo de corrida com as pernas amarradas”, diz o dono.

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    Pontiac Firebird Trans Am
    A versão completa do painel vinha com sete marcadores ()

    Após a versão Turbo Trans Am em 1980, uma nova geração modernizou o Firebird em 1982 com faróis escamoteáveis. Arredondada, a quarta geração veio em 1993 com dois V8 (o Camaro tinha só um V8 e um V6) e um câmbio manual de seis marchas. A barreira dos 300 cv (potência líquida) só foi batida em 1996, com 305 cv. Seis anos depois, tanto o Firebird quanto o Camaro deram adeus, mas seguiriam destinos opostas em 2009. Enquanto a Chevrolet mostrava como seria o novo Camaro, as chances de um novo Firebird viravam fumaça com o fim da marca Pontiac.

    Astro de TV

    De 1982 a 1986, a série A Super Máquina fez fama na TV com um galã justiceiro chamado Michael Knight, que dirigia um TransAm de terceira geração cheio de recursos dignos de 007. Blindado, o carro voava, trazia armas embutidas e até fazia piadinhas com o motorista.

    Ficha Técnia: Pontiac Trans Am Firebird 1979
    Motor: V8, 6,6 litros
    Potência: 185 cv a 3.600 rpm
    Câmbio: automático de três marchas
    Dimensões: comprimento, 503 cm; largura, 185 cm; altura, 125 cm; entre-eixos, 275 cm; peso, 1 759 kg
    Desempenho: 0 a 100 km/h em 10,5 segundos, velocidade máxima de 190 km/h
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