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Citroën Ami, carrinho elétrico com menos de 10 cv, será vendido no Brasil

Tratado como "solução de mobilidade", o Ami é um elétrico com potência de moto e velocidade máxima de scooter elétrica, mas leva duas pessoas

Por Eduardo Passos
27 jul 2023, 15h35 • Atualizado em 27 jul 2023, 15h52
Citroen Ami brasil
Citroën Ami também traz alguns detalhes inspirados no 2CV, como os faróis redondos (Divulgação/Citroën)
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  • O novo Citroën do Brasil tem quatro rodas, cabine fechada e leva dois passageiros, mas não é exatamente um carro. Lançado em 2022 na Europa, o Citroën Ami é definido oficialmente como uma “solução de mobilidade” e chegará ao mercado nacional em breve, anunciou oficialmente a Stellantis.

    O simpático “carrinho” elétrico é enxuto em suas dimensões, com 2,4 m de comprimento e 1,4 m de largura. Não à toa, vem sendo usado no continente europeu para deslocamento em locais onde um automóvel convencional é grande demais, como nas ruelas de cidades turísticas da Itália e Grécia.

    Citroën Ami deve ser artifício para empresas que buscam ganhar pontos em termos de sustentabilidade das operações, o famoso ESG
    Citroën Ami deve ser artifício para empresas que buscam ganhar pontos em termos de sustentabilidade das operações, o famoso ESG (Divulgação/Citroën)

    Também há vantagens quanto à legislação: por conta dos seus 8,5 cv e 4,5 kgfm, ele não se enquadra como um carro; dessa forma, em alguns países pode ser dirigido por adolescentes de 14 anos, por exemplo. Os custos de homologação também são menores, favorecendo preço que, no Hemisfério Norte, não passa do equivalente a R$ 50.000.

    Em cidades turísticas da Grécia o Ami é usado até pela polícia, que abriu mão das bicicletas em troca do carrinho com máxima de 45 km/h
    Em cidades turísticas da Grécia o Ami é usado até pela polícia, que abriu mão das bicicletas em troca do carrinho com máxima de 45 km/h (Divulgação/Citroën)
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    No Brasil a questão é mais complexa, e nem a própria Citroën sabe como ele será enquadrado pela lei. A vice-presidente da marca na América do Sul, Vanessa Castanho, comentou a QUATRO RODAS no ano passado que a segurança jurídica era, inclusive, um dos fatores que poderiam inviabilizar seu lançamento no país.

    Citroën AMI
    É difícil diferenciar frente e traseira do Ami (Divulgação/Quatro Rodas)

    Uma das possibilidades é que seja aplicada a Resolução 573 do Contran; ela considera como quadriciclos os veículos elétricos de cabine fechada, quatro rodas, ordem de marcha não superior a 400 kg (ou 550 kg, no caso de transporte de cargas, e excluído o peso das baterias em ambos os casos) e cuja potência não exceda os 20 cv.

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    Citroën Ami
    Interior é simples e preza pela praticidade (Divulgação/Citroën)

    Mas a mesma resolução traz entraves que atrapalhariam a ideia de simplicidade pretendida pela francesa, como a exigência de carteira B do condutor e uso de capacete para dirigi-lo em vias públicas, além de até mesmo airbag frontal. 

    Por conta da velocidade máxima de 45 km/h e do preço enxuto, a bolsa de ar não é nem opcional no veículo. Mas os novos segmentos de mobilidade podem forçar modificações na lei.

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    Citroën Ami
    (Divulgação/Citroën)

    A Citroën ainda não revelou como o Ami será comercializado. Com base na fala de Castanho ao anunciar a sua chegada, é possível que ele seja vendido para empresas que utilizem-no em ambientes controlados.

    Dessa forma, é possível que em breve vejamos o modelo circulando por condomínios fechados, shopping centers e galpões de logística. Cenários mais do que tranquilos para os 75 km de autonomia e aceleração de 0 a 45 km/h em 10 s, que permitirão à fabricante entender melhor como ele funciona no Brasil.

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