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BMW M5 E39 redefiniu o prazer ao volante e foi o sedã mais rápido do planeta

Elegante, confortável e muito veloz: assim era o esportivo que virou o milênio no posto de sedã de produção mais rápido do planeta

Por Felipe Bitu Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 mar 2026, 15h21
BMW M5 E39
Mesmo com pneus largos, o coeficiente aerodinâmico (Cx) do M5 era de 0,29 (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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O BMW M5 acaba de completar 40 anos e ainda hoje mantém seu destaque entre os sedãs executivos mais rápidos e velozes do mundo. Mas para uma parcela relevante dos entusiastas o último M5 realmente fiel às origens foi o de terceira geração, que aliou a sobriedade da plataforma E39 a um conjunto mecânico ainda hoje inigualável no prazer ao volante.

Atração no Salão de Genebra de 1998, o M5 deixou de ser produzido de maneira semiartesanal nas instalações da BMW Motorsport em Garching, nos arredores de Munique, e passou a ser feito na tradicional fábrica de Dingolfing, junto aos BMW Série 5 convencionais e os Série 7.

BMW M5 E39
Um esportivo discreto e tão avesso à ostentação que a supressão dos emblemas M5 era um opcional gratuito (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Maior e mais pesado que os antecessores E28 (de 1985) e E34 (1988) o E39 trocou o tradicional motor de seis cilindros em linha por um V8 de alumínio com quase 5.0. Corpos de borboleta individuais e comandos de válvulas variáveis (VANOS duplo) resultavam em quase 51 kgfm a 3.800 rpm e 400 cv a 6.600 rpm. Tamanha generosidade do V8 S62 era transmitida às rodas traseiras por um câmbio manual Getrag 420G de seis marchas e eram suficientes para acelerar os mais de 1.700 kg do sedã de 0 a 100 km/h em cerca de 5 segundos. A máxima era limitada eletronicamente a 250 km/h: unidades testadas sem o limitador chegaram próximo dos 300 km/h.

BMW M5 E39
A ergonomia típica dos BMW não compromete a dirigibilidade: motor e câmbio recuados invadem a cabine e deslocam os pedais para o lado esquerdo (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Apesar de percorrer o quarto de milha em apenas 13,3 segundos, o M5 não era uma máquina para andar apenas em linha reta. Ele precisou de apenas 8 minutos e 20 segundos para percorrer os 20,8 km de Nürburgring-Nordschleife, um dos circuitos mais exigentes e desafiadores do mundo.

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Para conquistar essa marca, o M5 contava com um monobloco extremamente rígido e suspensões recalibradas, com molas mais baixas, amortecedores de maior carga e barras estabilizadoras de maior espessura. No eixo dianteiro o sistema McPherson adotava braços de alumínio pela primeira vez, ao passo que o eixo traseiro recebia o sistema multilink.

BMW M5 E39
Couro de série para os EUA: revestimento de Alcantara era exclusivo para o mercado europeu. Em razão das seis marchas, a ré ficava ao lado da primeira marcha. O padrão dos engates era iluminado durante a noite (Fernando Pires/Quatro Rodas)
BMW M5 E39
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Os enormes discos de freio (dianteiros com 345 mm e traseiros com 328 mm) exigiam rodas igualmente grandes: dianteiras 18 x 8 polegadas e traseiras 18 x 9,5 polegadas, com pneus 245/40 e 275/35. A direção ZF Servotronic com esferas recirculantes foi usada devido ao espaço tomado pelo V8 S62: o Série 5 convencional utilizava pinhão e cremalheira.

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O E39 foi o primeiro M5 a contar com controles de tração e estabilidade, que poderiam ser desligados: tempos em que a eletrônica ainda era um acessório. O botão Sport acentuava as respostas do acelerador eletrônico e reduzia a assistência da direção. Tinha poucos concorrentes diretos: Jaguar XJR, Mercedes-Benz E55 AMG e (bem) mais tarde o Audi RS6. A aderência absoluta ao solo e a precisão dos comandos (direção, câmbio e freios) colaboravam para uma dirigibilidade inigualável. E o conforto de rodagem era garantido pelo isolamento perfeito de vibrações e ruídos: uma suavidade de rodagem sobrenatural, acentuada pelo som quase inaudível do V8 em situações de baixa carga.

O padrão do acabamento interno também era excepcional, com bancos revestidos de couro e forro do teto de Alcantara (material sintético à base de poliéster). Havia dois padrões de acabamento: o Exclusiv trazia apliques de madeira, enquanto no Sport os acabamentos evocavam a aparência e o toque metálico de alumínio e titânio.

BMW M5 E39
O venerável V8 S62 mantinha a respeitável potência específica superior a 81 cv/litro (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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BMW M5 E39
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Precursora das multimídias, uma tela de cristal líquido controlava o som, a navegação e captava sinais analógicos de TV. O teto solar era equipamento de série nos modelos exportados para o mercado norte-americano, mas opcional em outros mercados. Uma leve reestilização foi adotada no modelo 2001, com anéis de halogênio nos faróis e lanternas traseiras de led.

Quase 20.500 unidades do M5 E39 foram produzidas entre 1998 e 2003: cerca de 48% da produção foi destinada ao mercado norte-americano, 38% para o mercado europeu e o restante para países de mão-inglesa. Seu estilo atemporal e o equilíbrio perfeito de seu conjunto mecânico fazem dele um dos melhores automóveis já criados pela divisão M.

Ficha Técnica

BMW M5 E39 1999

Motor: longitudinal, 8 cilindros em V, 4.941 cm3, alimentado por injeção eletrônica.
Potência: 400 cv a 6.600 rpm
Torque: 50,99 kgfm a 3.800 rpm
Câmbio: manual de 6 marchas, tração traseira
Carroceria: fechada, 4 portas, 5 lugares
Dimensões: comprimento, 478 cm; largura, 180 cm; altura, 143 cm; entre-eixos, 283 cm. Peso: 1.720 kg
Pneus: 245/40 ZR 18 (D); 275/35 ZR 18 (T)

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