Avatar do usuário logado
Usuário
Oferta Relâmpago: Assine por apenas 9,90

Brasil lidera mercado de carros blindados e tem proteção até para populares

Com mercado em expansão, materiais menos pesados e modelos mais acessíveis, Brasil se consolida como líder mundial em blindagem automotiva para uso civil

Por Marina Vaz
26 fev 2026, 13h50 •
BSS_Blindagens_blindagem_dos_vidros_CREDITO_Ramon_Costa copy
O Brasil é o maior mercado de blindagem civil do mundo (Ramon Costa/Quatro Rodas)
Continua após publicidade
  • Até os anos 1990, ter carro blindado no Brasil era algo para diplomatas ou empresários de classe alta que temiam por sequestros. No trânsito, a preocupação da classe média era restrita, em geral, a abordagens pouco agressivas e a furtos como os de toca-fitas (quem viveu o período certamente se lembra das frentes removíveis dos rádios, que eram levadas pelo motorista ao estacionar na rua).

    Com o aumento da violência, principalmente nas grandes cidades, a procura por blindagem automotiva se intensificou e se popularizou, gerando um mercado estruturado e com tecnologias cada vez mais modernas, que cresceu bastante no pós-pandemia.

     

    De acordo com dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), foram feitas 34.402 novas blindagens no país ao longo de 2024, sendo cerca de 85% delas apenas no estado de São Paulo (28.962 veículos).

    Blindados Mercado
    Com a evolução dos materiais, a blindagem mais comum, nível III-A, ajudou a reduzir o peso total dos blindados, nos últimos tempos (Fabio Paiva / Midjourney/Quatro Rodas)

    Na segunda posição ficou o Rio de Janeiro, com 2.669 unidades, seguido por Ceará (992), Pernambuco (843) e Rio Grande do Sul (395). Entre as marcas mais blindadas no ano passado estão Toyota, Jeep, BMW, Volkswagen e, consolidando a inclusão dos veículos eletrificados nesse segmento, a chinesa BYD.

    Continua após a publicidade

    Países com realidades sociais tão ou mais complexas que o Brasil, como México e Colômbia, não possuem um mercado tão robusto e especializado. “Somos referência mundial em blindagem para civis. O segundo colocado é o México, que fechou o ano passado com 8.000 a 9.000 carros”, compara Marcelo Silva, presidente da Abrablin. “Aqui são mais de 120.000 profissionais diretos e indiretos trabalhando no setor, que gera mais de R$ 2 bilhões ao ano”, diz ele, lembrando que a associação criou, recentemente, um curso de especialização, em parceria com o Senai, para formar profissionais blindadores.

    Desde 2021, o setor bate recordes ano após ano. E, segundo a própria Abrablin, a expectativa é fechar 2025 com mais crescimento – apenas no primeiro semestre, foram blindados 22.425 veículos. Atualmente, a estimativa é de que a frota total no Brasil esteja em torno de 425.000 automóveis do tipo.

    Continua após a publicidade
    QR-670-BLINDADOS-COMO-E-FEITO-02.tif
    (Marco de Bari/Quatro Rodas)

    “Com o alto índice de violência nas grandes capitais, as pessoas passaram a ter desejo por carros blindados”, observa Daniel Faingezicht, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e especialista em mercado de luxo automotivo.

    “O aumento do volume de produção e também as tecnologias mais modernas tornaram (esse mercado) mais acessível”, diz ele. “Algumas pessoas mantiveram o padrão dos carros de luxo que têm, de marcas como Porsche, Mercedes, Audi, BMW e Volvo, e os tornaram blindados. Porém, uma outra parte da população optou por carros mais populares, que ficam mais discretos no trânsito, como os da Honda, Toyota, Volkswagen e Nissan. Está muito mais democrático o acesso a carros blindados.”

    Continua após a publicidade

    Os materiais, todos de uso controlado pelo Exército brasileiro, também evoluíram muito na blindagem de nível III-A, a mais adotada para uso civil no Brasil, suficiente para barrar projéteis de armas como pistolas e revólveres, além de submetralhadoras 9 mm.

    Na carroceria, boa parte das pesadas placas de aço foi substituída por tecidos de fibras leves, como a manta de aramida, já utilizada em coletes à prova de bala. E tecnologias como o Polietileno de Ultra Alto Peso Molecular (UHMWPE) estão sendo usadas em substituição ao pouco aço balístico que ainda costuma revestir as colunas estruturais do veículo. “É um mercado que é regulamentado, profissionalizado, com boa matéria-prima e boa mão de obra”, observa Patricia Grilli, organizadora da Expoblindagem, evento cuja primeira edição reuniu 30 expositores e cerca de 800 visitantes, em outubro de 2025, na cidade de São Paulo.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    Apaixonado por carros? Então isso é pra você!
    Pare de dirigir no escuro: com a Quatro Rodas Digital você tem, na palma da mão, testes exclusivos, comparativos, lançamentos e segredos da indústria automotiva.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Quatro Rodas impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.