Oferta Relâmpago: Assine por 7,99

VW ID. Cross abandona visual polêmico para virar o T-Cross elétrico na Europa

Montadora alemã abandona desenho futurista, adota proporções menores do que o T-Cross brasileiro e tenta convencer mais clientes com painel mais tradicional

Por Joaquim Oliveira 15 jul 2026, 08h00 | Atualizado em 15 jul 2026, 18h50
SUV Volkswagen ID. Cross azul claro com teto preto, visto de perfil em ângulo frontal, sobre um fundo azul escuro. O carro tem rodas com design moderno e detalhes em preto nas caixas de roda e parte inferior das portas. A frente exibe o logo da Volkswagen e uma barra de LED horizontal acesa.
 (Divulgação/Volkswagen)
Continua após publicidade
VW ID. Cross abandona visual polêmico para virar o T-Cross elétrico na Europa Priorizar nos meus resultados Google

A Volkswagen teve seu protagonismo em sua guinada para os carros elétricos, ainda que não pelo sucesso de vendas dos ID.3, ID.4 e ID.5. Vale lembrar que foi o escândalo do diesel que desencadeou todo o processo de transformação da indústria automotiva, no fim de 2015. O Volkswagen ID.Cross demonstra muito do que a fabricante alemã aprendeu nos últimos anos.

O VW ID. Cross é o sucessor natural do T-Cross, seu SUV compacto com motores a combustão, e essa ligação pode ser percebida nas dimensões e proporções externas. No restante, suas linhas demonstram um recuo no vanguardismo em relação ao design externo e à nomenclatura e o resultado do carro final

pouco difere do conceito de mesmo nome, revelado no Salão de Munique em setembro do ano passado.

SUV Volkswagen ID. Cross azul claro, com detalhes pretos e rodas de liga leve, visto de traseira e lateral, sobre um fundo azul escuro
(Divulgação/Volkswagen)

Na dianteira está o conhecido “rosto amigável”, uma das marcas do estilo “Pure Positive”, definido por Andreas Mindt. O diretor de design da marca alemã foi trazido de volta da Bentley para devolver o DNA da Volkswagen aos veículos da empresa e, desde então, foi nomeado diretor de design de todo o Grupo Volkswagen.

Continua após a publicidade

Destacam-se os faróis estreitos, posicionados em uma área elevada. Na parte superior, eles são unidos por uma barra transversal coberta por vidro e, na inferior, por uma faixa iluminada com tecnologia de LED.

Continua após a publicidade

Acima, chama a atenção o teto alongado, que se estende para além das colunas traseiras e termina em um spoiler. As colunas dianteiras e centrais recebem acabamento em tom contrastante, com pintura preta brilhante. O mesmo tipo de tratamento e de formas caracteriza a traseira, onde o destaque é a barra transversal com luzes de LED cobertas por vidro — infelizmente escondida no VW ID. Cross camuflado que dirigimos — e a estrutura horizontal que domina essa seção.

SUV compacto azul claro, visto de perfil, com detalhes em preto fosco nas caixas de roda e na parte inferior da carroceria. As rodas têm design moderno em preto e prata, e o carro está em um estúdio com fundo azul escuro e piso azul claro.
(Divulgação/Volkswagen)
Continua após a publicidade

Mindt e sua equipe procuraram deixar o interior mais “acolhedor” do que o dos modelos ID. Para isso, foram usados mais materiais de toque macio, cores harmoniosas, maior quantidade de botões físicos e elementos de design retrô no quadro de instrumentos, inspirados no Golf de primeira geração. A intenção é criar uma ligação mais evidente com o passado da Volkswagen.

Por dentro, a construção é sólida, mas os revestimentos têm estrutura rígida, com uma fina camada de material macio ou acabamento em tecido em alguns pontos. Os comandos do ar-condicionado ficam na região central do painel, em uma fileira de botões físicos. Abaixo deles está a base para carregamento sem fio do celular, que é opcional. Também ampliaram as

Continua após a publicidade

possibilidades de personalização da iluminação ambiente.

Interior de um carro moderno com volante preto, painel digital e tela multimídia central exibindo um mapa. Há uma faixa de luz azul no painel e bancos de tecido escuro. O para-brisa mostra um céu azul
(Divulgação/Volkswagen)

O VW ID. Cross mede 4,15 metros de comprimento e é apenas 2,6 cm maior que o T-Cross europeu, mas é 6 cm menor que o modelo brasileiro – que tem 4,21 m de comprimento. A diferença também aparece no entre-eixos: o elétrico tem 2,60 m, enquanto o T-Cross europeu tem 2,56 m e o brasileiro, 2,65 m. 

Continua após a publicidade

Como costuma acontecer nos carros desenvolvidos desde o início para serem elétricos, o ganho se traduz em mais espaço para os passageiros da segunda fileira de bancos.

Capô azul de um carro elétrico Volkswagen aberto, revelando um compartimento de armazenamento frontal vazio, com o logotipo da marca iluminado na grade inferior
(Divulgação/Volkswagen)

O porta-malas tem capacidade para 475 litros, 20 litros a mais que o do T-Cross. Há ainda um compartimento dianteiro, o chamado frunk, com 22 litros, bem adequado para guardar os cabos de recarga da bateria. Sob o piso do porta-malas existe um compartimento bastante profundo que, segundo a marca alemã, pode acomodar duas caixas de bebidas.

VW ID. Cross retrô? Não, obrigado

O painel também tem configuração horizontal, com o quadro de instrumentos digital de 10,3 polegadas e a tela central do sistema multimídia de 12,9 polegadas alinhados. 

No primeiro caso, a “visualização retrô” chama naturalmente a atenção. Ela pode ser selecionada no volante e exibe um velocímetro clássico do lado esquerdo e um conta-giros do lado direito. É claro que não há rotações para medir. Em vez disso, o mostrador indica a potência que está sendo entregue ou recuperada pelo motor elétrico.

Interior de um carro com bancos traseiros em tecido cinza e detalhes em couro preto, com um apoio de braço central rebatível com porta-copos. O assoalho é preto e a janela exibe um tom azul escuro
(Divulgação/Volkswagen)

Particularmente, preferi dirigir sempre com a apresentação mais moderna e limpa do quadro de instrumentos digital. O modo retrô me cansou mais por apresentar excesso de “ruído” gráfico. É uma questão de opinião.

O volante multifuncional também foi redesenhado. O conjunto quadrado de botões do lado esquerdo reúne as funções dos sistemas de assistência ao motorista, os ADAS, ou, dependendo da versão, do controle de cruzeiro adaptativo. O ajuste do volume do sistema de áudio também fica nessa área. À direita do airbag estão os controles do quadro de instrumentos digital e o comando para ativar o assistente de voz.

Interior de um carro moderno com painel cinza-escuro texturizado, tela multimídia exibindo Android Auto e Apple CarPlay, controles de ar-condicionado e um carregador de celular por indução no console central
(Divulgação/Volkswagen)

Atrás do volante, que tem as partes superior e inferior achatadas, ficam as alavancas responsáveis pelo controle da transmissão e do freio de estacionamento, além das setas, luzes e funções do limpador de para-brisa.

O chassi também traz novidades importantes. A suspensão combina o conjunto dianteiro McPherson — que utiliza um sistema desenvolvido especialmente para controlar as forças de compressão que atuam sobre o amortecedor, além de suportes mais rígidos para a barra estabilizadora — com um eixo de torção traseiro especialmente compacto. Na traseira, há apoios de borracha nas molas e buchas com uma tecnologia criada para reduzir significativamente vibrações e ruídos.

Carro SUV cinza escuro com contorno azul claro, mostrando a estrutura interna do chassi, motor elétrico dianteiro e bateria plana no assoalho
(Divulgação/Volkswagen)

Ao contrário dos primeiros carros elétricos da Volkswagen, os modelos da nova geração utilizam discos sólidos nos freios traseiros, em vez de tambores. A plataforma utilizada é a MEB+, com tração dianteira. Isso significa que, pela primeira vez desde o e-Up! e o e-Golf, a Volkswagen combina propulsão elétrica com tração exclusivamente dianteira. Os ID.3, ID.4, ID.5 e ID.7 têm tração traseira.

O motor elétrico é novo e recebe internamente o nome APP290. O número faz referência ao torque máximo de 29,6 kgfm, enquanto as letras significam “Posição Paralela Axial”, em referência ao eixo. Inicialmente, o motor estará disponível em três níveis de potência: 116 cv, 135 cv e 211 cv.

As versões do ID. Cross

Potência Tração Bateria de alta tensão Velocidade máx.
85 kW (116 cv) Dianteira 37 kWh (utilizáveis) 150 km/h
99 kW (135 cv) Dianteira 37 kWh (utilizáveis) 150 km/h
155 kW (211 cv) Dianteira 52 kWh (utilizáveis) 160 km/h

A versão de 211 cv, que dirigi em Amsterdã, acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos e tem velocidade máxima limitada a apenas 160 km/h. Nas duas configurações menos potentes, o limite é de 150 km/h.

As novas baterias são do tipo cell-to-pack, arquitetura na qual as células são instaladas diretamente na estrutura da bateria, sem os invólucros dos módulos. A de menor capacidade tem química LFP e 37 kWh e a maior tem 52 kWh e química NMC. Apesar da diferença de capacidade, as duas terão dimensões semelhantes, já que a segunda composição química apresenta densidade energética cerca de 30% maior.

Com isso, é possível alcançar maiores potências de recarga e também aumentar a eficiência dos motores. A recarga em corrente alternada será de 11 kW nos dois casos. Em corrente contínua, a potência poderá chegar a 90 kW na bateria menor e a 105 kW na maior.

Carregador preto com logo Volkswagen conectado à entrada de um carro elétrico azul, com a tampa aberta e o cabo esticado
(Divulgação/Volkswagen)

Matthias Baehr, responsável pelo desenvolvimento do sistema de propulsão, explicou que “a potência máxima de recarga foi reduzida em comparação com outras aplicações nos modelos ID — nas quais chegava a 130 kW em corrente contínua —, e o foco passou a ser a manutenção de uma potência superior a 100 kW. Dessa forma, esse nível é preservado entre 40% e 72% do estado de carga da bateria”. 

A Volkswagen prevê 27 minutos para elevar a carga da bateria de 37 kWh de 10% a 80%. Na unidade de 52 kWh, o mesmo processo deverá levar 24 minutos. As autonomias médias no ciclo WLTP, ainda sujeitas a confirmação, serão de 316 km com a bateria menor e de 436 km com a maior.

Diagrama explodido do sistema de bateria MEB+ de 52 kWh, mostrando a proteção inferior, carcaça da bateria, sistema de gerenciamento, módulos de células unificadas e seção superior da carcaça
(Divulgação/Volkswagen)

Vale lembrar que o projeto foi liderado pela divisão espanhola do Grupo Volkswagen, a Cupra. A produção do ID.Cross será realizada em Pamplona, enquanto o irmão ID.Polo será fabricado em Martorell, ambas cidades espanholas. O novo VW ID. Cross chegará ao mercado europeu em novembro, com preços começando pouco abaixo de 30.000 euros (R$ 175.000 ao câmbio atual) na versão equipada com a bateria de 37 kWh. Um T-Cross básico custa, em média, 25.000 euros (R$ 145.400) na Europa. 

Ficha Técnica – Volkswagen ID.Cross 52 kWh

Motor: elétrico, dianteiro, 211 cv, 29,6 kgfm
Câmbio: automático, 1 marcha, tração diant.
Direção: elétrica
Bateria: 52 kWh (líquido), recarga AC de 11 kW e DC de 105 kW (24 min de 10 a 80%)
Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
Freios: disco ventilado (diant.), disco sólido (tras.)
Pneus:
n/d
Dimensões:
compr., 415,3 cm; larg., 179,4 cm; alt., 158,1 cm; entre-eixos, 260,1
cm; porta-malas, 475 litros; peso, 1.548 kg

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, com raios brancos ao fundoBanner laranja com OFERTA RELÂMPAGO em destaque, um raio amarelo e a frase Você pediu, a gente ouviu!. À direita, revistas Superinteressante e Veja, e um ícone de árvore
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

Apaixonado por carros? Então isso é pra você!
Pare de dirigir no escuro: com a Quatro Rodas Digital você tem, na palma da mão, testes exclusivos,comparativos, lançamentos e segredos da indústria automotiva.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Quatro Rodas impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).